Brasil em chamas.
“A maior catástrofe brasileira de todos os tempos! Mas também um crime contra a humanidade e o processo civilizatório”.

O nome Brasil vem da palavra brasa, ou o local onde queima a brasa, aprendi isso com um dos meus professores Inami Custódio Pinto. Esqueçam essa história de origem do nome desta nação na madeira do pau Brasil, isso é uma invenção. O nome tem relação com as decisões judiciais ocorridas em Portugal de envio dos primeiros degredados, que foram condenados à morrer no inferno. Nas primeira décadas após a descoberta em 1500, mandavam para o degredo no Brasil os criminosos que queimariam no calor dos trópicos, ao lado de povos não civilizados, não tementes a Deus, sem saber que aquele povo com poucas vestes que ocupava aquelas florestas era muito melhor que os colonizadores que depois vieram para explorar e devastar essa terra.
Na atualidade o Brasil vivência o resultado de anos de fritura política nacional, decorrente da corrupção, da exploração de elites de pensamento colonial e escravocrata, mas também parece esse incêndio um desfecho, um indicio das guerras psicológicas, bombas semióticas e operações estratégicas não convencionais (guerra híbrida) que atingem o Brasil. Algo que põem tudo no chão, mensagem de terra arrasada, anunciando o fim das esperanças de uma nação.

O incêndio do Museu Nacional do Brasil ocorrido em 02 de setembro de 2018, se trata de um dos mais graves crimes contra o patrimônio histórico da humanidade, sim, “crime”, pois o corte de recursos que o governo Temer promoveu diretamente com o PEC de corte de gastos é o que causou a maior destruição de patrimônio cultural já vista no mundo depois da segunda guerra mundial. Poucos incêndios de museus ou destruição de patrimônio histórico, na história recente da humanidade podem ser comparados com este, dada a gravidade do que foi destruído (https://www.bbc.com/portuguese/brasil-45391771?ocid=socialflow_facebook).
Essa desgraça só se iguala a destruição de museus e sítios arqueológicos da antiga babilônia atacados na segunda guerra do Iraque no começo deste século, ou talvez a destruição de Alepo e Palmyra na Síria. Portanto, tratamos aqui de crimes contra o patrimônio cultural da humanidade!

O Museu Nacional, um dos mais importantes de história natural do mundo, guardava 20 milhões de peças muitas datadas de milhares de anos, tinha duzentos anos de existência (Criado como Museu Real em 1818 por Dom João VI, rei de Portugal) e guardava as mais importantes peças de acervo científico brasileiro, incluindo peças de Geologia, Meteorística, Mineralogia e petrologia, Paleontologia, Antropologia biológica, Arqueologia, Antigo Egito, Culturas do Mediterrâneo, América pré-colombiana, Arqueologia brasileira, Etnologia, Etnologia indígena brasileira, Etnologia africana e afro-brasileira e Culturas do Pacífico.
O risco dessa catástrofe foi anunciada na imprensa brasileira há poucas semanas. Pois como alertado, o corte brutal de recursos da cultura, do setor de museus, da educação, e da UFRJ que mantinha o museu, levaria o acervo a níveis de risco catastrófico alarmantes. Uma premonição que de fato aconteceu.

Um crime que comete esse Estado mas que tem como cúmplices o próprio povo. O prelúdio da derradeira derrota enquanto povo, uma mensagem de que um país sem passado é uma nação sem futuro. Uma nação em que candidatos a presidência falam em cortes nos recursos de cultura e educação e sugerem que tudo se resolva na bala, um alerta do barbarismo que ronda o espírito do povo brasileiros. Assim queima o Museu Nacional, como uma mensagem que diz “Brazil — The End”, fim de uma nação!
*Se tivessem o mínimo de vergonha na cara, pediriam renuncia o presidente Michel Temer, o ministro da cultura Sérgio Sá Leitão, ministro da Educação Rossieli Soares, o Reitor da UFRJ Roberto Leher e a diretoria do Museu Nacional.
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Fontes: