Eu sei que não são minhas palavras

Que vão nos melhorar

Sei que sequer são palavras

Que vão nos curar

.

Sei que o álcool vira sangue

Derramado do copo quebrado

E a casa fica inteira bagunçada

Os brancos e floridos que outrora nos envolviam

Nos protegiam do que é mármore lá fora

Mas, em nós, escorre

Vem de você pra mim

e ainda assim, sabemos que morre.

.

E no sentir ensurdecedor

Eu sei que a gente não conhece nossa casa

Sei que é tudo tão, tão pouco!

que não cabe em minha mão

se espatifa pelo chão

Peço-te perdão,

A gente não conhece nossa casa.

.

Mas não pense que foi em vão

O branco manchado, as flores,

mais avermelhadas,

Eternamente, sorrindo, nos vingarão

.

Ah, mas é tão pouco!

Frio e quente só da gente.

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