desventuradas descobertas

ingrata é a espera pela colisão entre o verbo e o sentir

e eu, impaciente aventureira

decidi me arriscar no mar oscilante das inspirações

mesmo que este me leve a rotas imprecisas.

navegar só em maré elevada jamais fará bom marinheiro

assim como aguardar ansiosa pela visita da inspiração não me completa enquanto poeta.

e que sentido tem a incessante busca por algo que transborde minha maresia enjoativa

senão eternizar as flutuações da alma por meio de palavras escolhidas sem regra?

então, reprojeto minha poetisa inquilina

e passo a vir a ela antes que ela venha a mim

pois creio que o acesso ao abissal da minha mente me deve ser livre e irrestrito

e não mais condicionado a abalos externos que ocasionalmente me afogam em influxos poéticos

a poesia vai escorrer de mim.

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