Cura Pessoal — Qual o meu tipo de tratamento?

Bel C.
Bel C.
Jul 25, 2017 · 4 min read

Em 2015, iniciei o meu longo processo, da qual gosto de chamar de “cura” pessoal. Mas antes de iniciar esse processo, fiz uma breve pesquisa sobre qual tipo de tratamento eu queria ter.
Sim, escolhi certas questões que facilitariam muito a continuidade do tratamento que estava iniciando, pois eu tinha plena consciência de que havia questões que poderiam levar muito tempo para serem trabalhadas.

Como eu já tinha passado por uma primeira tentativa fracassada com direito a um péssimo atendimento (da qual eu explico nesse texto aqui), acabei optando pelas seguintes questões:

1- Eu decidi fazer o tratamento em particular.

O convênio limitava a um número de profissionais que não eram próximos. Além da burocracia de exigir o encaminhamento de um psiquiatra, que era uma coisa que me deixava bastante irritada. E meu plano tem um limite (ridículo) de sessões. Não importa o motivo, poderia estar com uma depressão grave que envolvesse risco de vida, o convênio apenas me liberaria 10 sessões, e se eu precisasse continuar, deveria pagar depois no particular.
Embora seja vantajoso você fazer tratamento fora do convênio por causa de uma abrangência maior de profissionais próximos a você, caso infelizmente você não tenha financeiro, existem estabelecimentos que fazem atendimentos gratuitos ou abaixo do preço do mercado, como clínicas de psicologia que são ligadas a certas faculdades.

2- Eu decidi facilitar a ida ao psicólogo.

Fiz uma breve pesquisa, procurei referências, clínicas, analisei o perfil de alguns profissionais e inclusive aceitei recomendações.
Analisei a distância do meu local de trabalho, a distância da minha residência, e verifiquei qual os melhores dias e horários para fazer acompanhamento, para não ter uma “desculpa-sabotagem” de não conseguir mais dar continuidade seja por distância ou conflito de agenda.

3- Eu queria acima de tudo, me sentir confortável.

Eu tive que me disciplinar financeiramente para ter dinheiro, já que optei em fazer o tratamento de modo particular, e mesmo assim sabia que teria direito apenas a 2 sessões por mês. Eu tinha motivos, horários livres, tinha uma pequena lista de profissionais próximos a mim, mas o que me ajudaria sem sombra de dúvidas, era estar confortável. De nada adiantaria ir a um psicologo da qual eu não me sentiria confortável. Se você está lendo isso e ainda não procurou um, não desanime. Às vezes você precisará passar com mais de um profissional até encontrar aquele da qual o faça se sentir confortável conversando. Por sorte, a primeira profissional que passei me deixou absurdamente confortável, e foi com ela que fiz um tratamento de quase 1 ano.

4- Eu não sabia o que tinha, mas já havia decidido que não tomaria remédios.

Pode parecer uma decisão um tanto extrema, mas eu realmente tinha essa certeza dentro de mim, que não importa se fosse ansiedade ou depressão, eu só tomaria remédios em última instância se estivesse realmente muito mal. E até hoje sigo sem tomar medicação para TAG. Embora várias vezes repense nessa decisão, pretendo até o último momento tentar primeiro terapias alternativas, e após esgotar minhas opções é que tomarei medicação.
Mas não recomendo que façam isso. Se você tem um transtorno, procure tanto um psicologo como psiquiatra. Optei por não tomar pois a última coisa que queria era me sentir dependente, mas isso é somente uma exigência minha. Tem casos que é muito mais eficiente você fazer o combo de acompanhamento tanto no psicologo como no psiquiatra, pois ambos se complementam e trabalhando tanto no físico, como no mental.

5- Eu optei pela terapia cognitivo comportamental.

Como eu já estava pesquisando profissionais, em alguns sites pude descobrir com antecedência qual era o método de trabalho de cada um. Foi quando descobri a TCC. Fiz uma pesquisa e naquele momento, parecia um método mais prático no auxilio de sintomas pelo método ter uma resposta rápida dos pacientes a esse tipo de tratamento.

Decidir essas pequenas questões, auxiliaram muito na continuidade do tratamento. Muitas pessoas escolhem os profissionais sem saber o tipo de psicoterapia que trabalham, e não tem problema nenhum em não saber. Mas me ajudou muito pesquisar o tipo de psicoterapia, pois na época o TCC foi muito importante aliviando sintomas de traumas que afetavam minha convivência. O maior exemplo foi o medo de ir ao médico que desenvolvi de um trauma recente. Eu ia ao médico e acreditava que a qualquer momento,em qualquer consulta, me diriam que desenvolvi uma doença que me mataria. Quando entrava no hospital, sentia frio na barriga, dores de cabeça, cólicas e até tremedeira. O TCC na época me ajudou a superar rapidamente o medo recente que havia desenvolvido.

Se você ainda está em busca de um profissional, atente-se ao tipo de psicoterapia da qual ele trabalha, e se você já possui um profissional, recomendo que aprofunde-se mais no método que é aplicado. Quanto mais consciente você estiver do que está ocorrendo, mais consciente você estará para ajudar o profissional, a ajudar você.

Bel C.

Bel C.

Produtora mirim de cinema, semi turismóloga, eterna estudante, faz aulas de canto quando não está ocupada jogando e lendo livros de psicologia.

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