Noragami (Aragoto)

Daí me pediram para assistir Noragami e eu, ingênua, depois de uns 3 anos sem minha rotina de assistir animes, acabei assistindo a 2a temporada (Noragami Aragoto) antes da primeira. Pois é, burrice, mas a melhor burrice da minha vida e eu super recomendo burrar assim.

Noragami Aragoto é um anime produzido pelo estúdio Bones e dirigido por Kotaro Kamura, tem 13 episódios e 2 OVAs (não assisti os OVAs ainda). Repleto de ação e insinuações encantadoras de casais cativantes, o traço do anime é belo e as músicas são muito boas também, nota 9 para a produção, realmente muito bom.

Conta a história de Yato, um deus da calamidade pouco popular, depois dos acontecimentos da primeira temporada. Apesar de ser a segunda temporada, não senti falta alguma de nenhum complemento, e consegui captar a natureza fictícia do anime sem dificuldade alguma. O enredo é basicamente sobre os problemas de Yato com Bishamon, uma Deus da Fortuna (Deusa da Guerra) poderosíssima que guarda um rancor imensurável pelo outro. No anime — como na maioria — quanto mais devotos o deus tiver, mais poderoso ele é, exceto por Yato como seus comuns poderes de protagonista.

O mais interessante sobre o anime é a noção da existência de “shinkis”, ou “shikis”. A ideia é que ao morrer, os espíritos vagam pelo mundo humano até serem corrompidos e virarem demônios, ou até serem resgatados por um deus, que é quando se tornam shikis, armas que servem ao deus que o salvou, e o batizou com um nome. Alguns se tornam armas poderosas, e outros alguns objetos mais subjetivos. O que importa é que são pessoas que, ao serem chamadas pelo seu mestre, se objetificam em uma ferramenta. Achei fascinante.

Agora, quando terminei se assistir e fiquei altamente animada para conversar com o meu namorado sobre o anime (ele havia assistido a primeira temporada), percebi que tinha na verdade assistido a segunda temporada. Então, como toda alma sã, fui catar a primeira para assistir, e adivinha? Não consegui passar do 2o episódio. E a razão é muito simples.

Depois de assistir a segunda temporada — como eu disse: repleta de ação e com a animação e o traço maravilhosos — não consegui me adaptar a ver os mesmos personagens em contextos menos intensos. O que isso quer dizer? Eu senti a primeira temporada muito mais lenta e infantil do que a segunda; com situações cotidianas divertidas e bestas, enquanto a segunda é mais séria e cheia de lutas, sangue, drama.

Meu namorado — que só viu a primeira temporada — disse que a reação dele foi inversa: ele não conseguiu se prender à segunda temporada depois de ver a primeira, pelo processo inverso ao meu.

Meu conselho?

Se você curte comédia e enredos engraçados, assista a primeira. Se curte ação, drama e história, assista a segunda.