Bocas Vermelhas Bocas

Por Marcio André dos Santos

Era como se o dia tivesse

nascido absolutamente vermelho

Nem a pessoa eu via

toda ela iluminada

Imersa num vermelho flamejante

revolucionário

rebelde

vivaz!

Seria a revolução cubana?

a Comuna de Paris?

o fim dos colonialismos todos?

Ria um riso que jamais sonhei

Ah que boca linda!!

Palavras para que?

Nada! Exclusivamente o vermelho do batom

mais brasante que o sol

Queimando-me gostosamente

o céu que trago na íris.

    Marcio André dos Santos

    Written by

    Poeta, professor, cientista político e ativista do movimento negro.

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