Jazz

Por Marcio André dos Santos

Observo o verde sem fim desse mar
E o que vejo é mais que a íris comporta
Olho as montanhas, os pedregulhos, o musgo que brilha ao sol
Os pássaros que voam baixo

Nas franjas da arrebentação, junto aos peixes que nadam ali

E o que vejo é você
Em paralelo com o infinito, infindável

O próprio horizonte deitado.. cores de mulher

Em meio a tantas coisas que neste momento
Já nem sei se é sonho, a realidade ou uma simples quimera…

Efêmero é o cintilar da brisa
A textura da areia, as pegadas que brincam de existir, a brancura da onda
Que bate, rebate, e volta a bater, teimosamente

E te desenha toda, todinha
No lampejar do meu querer

Qual pintura em Monet
Qual Guernica em Picasso

As vibrantes cores em Frida

Produzindo assim, subitamente,
Um desejo, uma fotografia, uma imagem que nenhuma palavra

Capta exatamente
Em idioma algum…

Como expressar?

Afã? Talvez
Ou então élan
Jazz? Quem sabe?

    Marcio André dos Santos

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