Taj Mahal na tarde indiana

Por Marcio André dos Santos

O que ali se via era coisa de cegar a Iris
Conversão, belezas… era um rio, uma matéria de sonho

Ou seriam meus olhos?

Seriam meus fantasmas a pregar peças e teatros? 
O mundo rodopia e quem cede é quem sabe olhar
O detalhe, a chama, o chamado

Tudo isso num enquanto
No infinito dum instante
Suficiente no transparecer o essencial

Magistral pois que só nela habita
Só nela brota

Mas ai de mim… Ai de meus encantos, desencantos, espantos
É mar que não se navega, não se apanha com baldes, na palma da mão
É uma estrela, uma quase Via Láctea toda em graças
Em risos, em cores…

Seria um arco-íris?

Como beijar um arco-iris? Que sabor tem o amarelo
Onde me levará o azul? A mistura do vermelho com o lilás que tom que dá?

Sei lá! O que sei é que é uma força, uma promessa, uma reza
É o Taj Mahal iluminado na tarde indiana, é Jerusalém em paz, é o rodopiar do orixá

Que passou por mim e deixou no pensamento 
Sementes que daqui um pouco virão ao mundo como árvores
Como frutos, como possibilidades

Logo eu que suspeitava da sorte, da labuta do acontecer
Ou quem faz o verso é quem dança a música?

Inteira, nua, alucinada feito um som
Penetrante, amante de toques
É vertigem que mora no além da linguagem
É suave feito Cartola
E esta cheia de rosas… e amores.

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