Marcela Barbato
Aug 8, 2017 · 2 min read

Sobre “ser trouxa”


Em pleno 2017 ouvimos sobre o famoso “papel de trouxa”, aquela que recebemos quando começamos a nos interessar por alguém que tá lá e ao mesmo tempo não tá.

Pelo que eu sei, esse papel tem todos os seus dados, os dados da outra metade da laranja em questão, e a assinatura de todos que cercam os dois, tipo uma certidão de nascimento, comprovando a existência desse papel que você está se prestando.

Eu, desde que aprendi o que é ter sentimentos, me presto e assino esse papel, tenho inclusive todos guardados por ordem cronológica. Da última vez eu tive que ser avisada que precisava assinar o meu último atestado, acho que eu estava tão ocupada me fazendo e fazendo outra pessoa feliz que eu nem notei.

Mas parei pra pensar e notei que “ser trouxa” nem é tão ruim assim. Sim, pode envolver certo sofrimentos, algumas lágrimas, cicatrizes internas e barras de chocolate, mas envolve uma coisa muito maior e mais bonita: o sentimento por alguém.

Sentir algo e se permitir a ser e viver isso é lindo. Cuidar, dar carinho, ser um ombro e o abraço de alguém é uma das bases que a vida nos dá.

Sempre acreditei que devemos demonstrar o que sentimos por alguém, seja um amigo, família ou aquela pessoinha que ganhou um espaço no seu coração, faz bem pra você pensar e realizar algo que vai fazê-lo feliz.

Estar do lado de alguém é simplesmente incrível, e se sentir algo que faz bem e é tão bonito é “fazer papel de trouxa” eu assinarei e guardarei os meus em algum lugar onde eu possa ver sempre e me orgulhar de ter realizado tudo o que eu acredito.

    Marcela Barbato

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    sobre deixar ir e vir, deixar desaguar