Ansiedade

Eu não quero me sentir assim.
Eu não sou a ansiedade. Eu não posso ser. 
Eu não posso ser esse sentimento que me faz criar ilusões, situações e lágrimas na madrugada — que geralmente é quando percebo que tudo que estou vivendo, ou achando que estou, são coisas da minha mente — .
Eu não posso ser esse sentimento que me faz sentir impotente quando há um mar de possibilidades para viver experiências incríveis, mas a cama está tão chamativa “Apenas hoje” é o que digo todos os dias como desculpa para não levantar e viver, de verdade, o que eu quero viver. 
Eu não quero ser esse sentimento que me faz enlouquecer, temer o escuro por medo de lembranças do passado. 
Eu convivo com esse sentimento chamado ansiedade por mais tempo que eu possa imaginar, mas só agora que as complicações chegaram de vez, você virou real. 
Quero chorar sem uma exata razão. Chorar pelo futuro, pelo o que poderá acontecer. Chorar pelo passado, e pelas coisas que podem muda-lo agora. 
Eu quero sorrir, e ainda assim, a ansiedade cria um tornado de sentimentos que não me deixam sentir a felicidade, pelo menos, não hoje, ontem, ou algum dia em que a insônia me pegou recheada de pensamentos. 
Acordei querendo dormir. Quero ignorar tudo o que devo fazer hoje, mas o que de fato devo fazer é lutar contra ela. Mas estou cansada, sabe? Esse sentimento, que agora conhecido e nomeado de ansiedade, está me vencendo há tempos. 
Uma vez ou outra consigo deixa-lo de lado, mas cada dia ou outro, ela consegue me fazer sentir de lado.

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