Quase deu certo.

Foi bem por pouco.

Na noite seguinte seria o grande dia. Já podia sentir o frio na barriga novamente, sorriso no rosto e uma ansiedade diferente da rotineira. Eu iria tentar. De fato, tentar. Pessoalmente colocaria meu plano em ação para seguir em frente.

Mas eu desbloqueei a razão do meu bloqueio.

Na bendita da noite anterior. Nos dez segundos para o final do jogo. No último teste do ano. Eu consegui errar no último momento. Meses se passaram — cruéis meses,diga se de passagem. Superei minha ansiedade e também minhas expectativas. Estava orgulhosa de mim. E as quatro da manhã — porque o sono não aparece por aqui há tempos — eu pensei, porque não!?

“Já estou pronta”

“Já segui em frente, posso conviver com isso”

Mas foi só o seu nome aparecer que meu coração pulou feito pipoca e meu sorriso — aquele guardado para a noite que viria — apareceu.

Foi no finalzinho do segundo tempo em que arremessei errado. Foi o momento que errei a cor escolhida do mais quatro no uno e entreguei o jogo de bandeja. Eu entreguei meu futuro — assim como no passado — de bandeja.

Cá estou eu. Arrependida. Poderia ter jogado certo. Poderia ter escolhido certo. Eu poderia.

Mas não fiz

Ou melhor, eu fiz…