Tempo repúdio ou então me amo…

Nisso me tornei quem sou, tempo me repudio ou então me amo. Viro drama barato de boteco de esquina — escritora de balcão de bar, poeta maldita. A poesia consome meus sonhos viscerais, e eu amadureço antes do tempo, sou fruto do cerrado. Antes disso me abstraio das ideias concretas, e crio meus devaneios, é mais poético e eu não preciso de muito — apenas de mim e meus sonhos matinais.A duvida me assola amargamente, é cruel mas também perspicaz, e me induz a escrever tristeza. Pra deveras vezes me perder em conto, em uma outra linha. Quero ser o que escrevo, e me mudo a cada novo escrito. Mas como? Se nem sentido tem. Sem mais embolações, meus caros leitores, é melancólico e trágico ou talvez nem lhe cause pena.