Marcas e seus super poderes

Marcel Ebner
Jul 24, 2017 · 3 min read

Hoje em dia muito se discute sobre branding, sobre como posicionar marcas. Temos uma enxurrada de textos falando que branding não é logo, porém temos poucos exemplos práticos sobre o assunto, e é isso que quero tratar nesse artigo. Quero abordar de uma maneira mais prática o que é branding.

Pensem a marca como uma pessoa, que tem princípios, que tem um jeito próprio de falar, que tem suas qualidades e defeitos. Pense em uma pessoa que marcou a sua vida, pensou? Pois bem, marca é exatamente isso, é como pessoas que criam conexões reais com você. Para facilitar, vamos usar um exemplo que muita gente conhece, que muitos têm afinidade. Olhem para essa logo:

Agora responda essas perguntas:

De quem estamos falando?
Qual a motivação dele?
O que ele faz?
Onde ele vive?
Como ele resolve um problema?
Você consegue imaginar o timbre da voz dele?
Quais as cores dele?

Pois é, eu tenho certeza que só de olhar a logo, antes mesmo de responder as perguntas, uma série de lembranças já vieram a sua cabeça, você deve ter respondido sem pestanejar. Você conhece o Batman, você sabe o que ele faz e por que, e o X da questão é que você sabe tudo isso por que a logo trouxe a tona essas lembranças e sentimentos que estavam guardados em você.

Pense bem, você não imagina uma história do Batman toda colorida, pois o morcegão tem uma pegada mais sombria, você não espera que ele resolva seus problemas com uma arma de fogo ou na força bruta, afinal o morcegão não mata ninguém e usa a mente para bolar estratégias que derrotem seus inimigos, ou seja, suas expectativas estão alinhadas com a promessa do vigilante mascarado.

Isso é branding, é sobre fazer as pessoas saberem quem você é. Não é uma logo, é uma promessa. É fazer com que seus stakeholders conheçam a empresa de uma forma que se sinta íntima dela. Temos que fazer com que as pessoas que se envolvem com a marca identifiquem ela sem dificuldade, uma marca precisa comunicar o que ela acredita, o jeito dela fazer e interagir com as pessoas.

Então peço que faça o mesmo paralelo: pense em uma marca que você goste, e pense sobre essa coerência, pense em como podemos deixar todos os pontos de contato alinhados de uma maneira que todos os envolvidos com a marca (colaboradores, fornecedores, clientes e etc) saibam exatamente quem ela é.

Batman também vai ao Starbucks

Afinal de contas coerência é a palavra chave, uma marca não pode frustar seus clientes, ela não pode ter um discurso e praticar outra coisa. Marcas são como personagens, as pessoas querem se identificar com elas, querem ter contato com ela, mas principalmente, não querem se decepcionar com ela. Ninguém quer sair de um filme ou ler um quadrinho do Batman sem ver ele em ação usando todos os seus bat acessórios e interagindo com o Alfred. Da mesma maneira que ninguém espera ir a um Starbucks e não ver o seu nome no copo.

Para fechar, não esqueçam que tudo tem um porque, nada é gratuito. Seguindo o mesmo paralelo, o Batman é solitário pois existe uma história por trás disso, ele perdeu seus pais, e por Gothan ser uma cidade extremamente corrupta ele não confia em quase ninguém. Assim como aStarbucks não escreve o seu nome no copo só por que é legal, é uma maneira da cafeteria mais famosa do mundo mostrar que tem um atendimento único e individual. Ou seja, para que sua marca se destaque você tem que ter sua própria história e suas próprias motivações.


E a sua marca, pelo que ela luta? Qual a motivação dela, qual a sua principal característica e o que faz ela única?

;)

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