dos questionamentos antigos que até hoje não tiveram respostas
Suicídio. Quando essa ideia começou a rondar a nossa mente? Quando a possibilidade de dar fim a própria vida surgiu em nossa cabeça e tomou conta do corpo, da alma, das coisas que fazemos?
Não sei se quero saber a resposta disso. Talvez ter uma data exata faça isso ter ainda mais força, como aqueles choques de realidade que a gente leva de vez em quando. Será que foi assim? Do nada, percebo que quero morrer e o suicídio surge como a solução pra tudo? Ou foi progressivamente, uma sensação ruim aqui, uma sensação pior em seguida e as oscilações, até que essa possibilidade foi tomando forma e espaço dentro da gente?
Sinceramente, eu não lembro. Nem quero lembrar. O problema é que isso não vai embora, e por mais que o tempo passe, a dúvida continua aqui dentro. A possibilidade continua aqui dentro, e isso dói tanto, tanto. Dói saber da dificuldade de se livrar disso, da dificuldade pra continuar viva, da dificuldade até pra morrer. Mas mais que tudo, dói saber que é preciso continuar, independente da nossa escolha.
[Viver e morrer são coisas que exigem muita persistência.]