A arte de marcar e desmarcar

Já aconteceu com vocês de na hora de marcar o programa parecer incrível, mas no dia dá uma preguiça enorme de ir? Comigo, rola sempre.

Peço perdão aos amigos que chegaram a esse texto e já levaram um bolo meu. É uma força maior, que vai além da preguiça e da vontade de ficar na cama. Ao nosso alcance tem Snapchat, Netflix e cinco livros para ler na prateleira. Como não amar estar sozinha (sem estar de fato sozinha com esse tanto de coisa para fazer)? Como olhar para todos esses mundos imaginários e pensar “ok, tchau, fazer esforço para socializar no boteco é muito mais legal”. Não, não é.

Um diálogo que eu tive com uma amiga outro dia foi incrível. Nós não somos amicíssimas, mas na hora de despedir de um encontro super inesperado soltamos aquela velha historia para boi dormir de “vamos marcar de tomar um vinho, blablablá”, aí eu sugeri um dia, tipo “na próxima quarta-feira, que tal?”. Ela foi maravilhosa na resposta: “não, me liga no dia que eu só animo de fazer as coisas quando me chamam duas horas antes”. Quis tatuar isso na testa.

É claro que marcar algo antes vale para muitas coisas. Faço isso quando sou apaixonada pela pessoa, no aniversário de alguém importante ou se é compromisso de família. Nesses casos, mesmo com vontade de ficar em casa, alguma força me empurra e eu vou numa boa. O mais difícil é ir em compromisso que marco para domingo. Nossa, até hoje não aprendi que não se faz isso. Domingo é praticamente um dia que não existe.

Já aconteceu também de eu me forçar a ir em um barzinho que combinei uma semana antes e depois pensar “ainda bem que eu vim, tá tão legal!”. O problema é que na maioria das vezes eu penso: “preferia estar assistindo o sexto episódio de Mad Men”.

Like what you read? Give Marcella Brafman a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.