Alemanha e eu

07/07/2015

Desde adolescente (com 20 anos já sou adulta, né?) quis conhecer a Alemanha. Não queria ir só pra Berlim e passar alguns dias lá. Eu queria realmente conhecer a Alemanha e suas inúmeras cidades com tanta história.

Minha mãe sempre me perguntou o porquê de ser a Alemanha. Ela continua perguntando e eu não sei responder, só sei que preciso ir pra lá.

Não é que eu não goste daqui do Brasil, muito pelo contrário, não trocaria meu país por nenhum outro, mas sabe aquele sentimento de segunda casa? Eu sinto isso sem nunca ter pisado lá.

31/12/2015

Fui pra Alemanha e voltei. Hoje faz uma semana que estou de volta no Brasil e encontrei essas palavras acima escritas meses antes de eu realizar meu sonho.

Visitei Colônia, me deslumbrei com a Catedral. Viajei até Munique e tive a sensação indescritível de entrar dentro do primeiro campo de concentração nazista. Depois seguir pra Nuremberg onde fiquei hospedada na casa de Ruth, com a sua filha Emma, dois amores! E, por fim, Berlim. Cidade tão grande e poderosa culturalmente e historicamente.

No primeiro dia, chorei. Chorei dentro do ônibus quando me dei conta de que estava realmente na Alemanha, chorei quando avistei a catedral que fora meu plano de fundo do computador por muito tempo, chorei quando me despedi da primeira cidade rumo à seguinte e por aí em diante. Eu não estava de tpm.

A sensação que eu tive por dias dentro de mim foi de pertencimento. Foi também de indignação “Como eu não vim pra cá antes?” (er, dinheiro?). E eu, que tenho tanto gosto por viajar e por descobrir lugares novos, sei que eu ainda vou voltar lá e viver as mesmas emoções e sentimentos que tive nesses dias. Eu sei que vou voltar, e depois voltar pra cá e escrever o mesmo texto de novo, porque vai ser sempre eu, e a Alemanha.

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