Não era amor, era reaça

Imagina você carregar um filho por nove meses, cuidar com amor e carinho, fazer de tudo pela criança e aí alguns anos mais tarde ela cria um facebook pra compartilhar matéria do Rodrigo Constantino na Veja escrevendo “fora PT!!!! corruPTos”. Só de pensar nisso já me imagino vivendo com alguns gatos pra não ter que passar por essa decepção.

Você passa sua vida inteira petralhando por aí, vem o pai de direita e acaba com seu bebê, transformando-o num seguidor do Bolsonaro e entre os outros xingamentos semelhantes. Talvez eu tenha ido um pouco longe (sou ansiosa, me desculpem) mas é por essa e outras razões mais realistas e menos distantes que evito relacionamento com pessoas que divergem das minhas ideologias e posicionamento político.

Já aconteceu comigo duas vezes, após algumas semanas trocando mensagens, saindo e todo o mimimi envolvido e descobri assim, sem querer: PÁ! REAÇA! Segue imagem da minha reação:

Na verdade, eu não chorei e nem sofri assim, mas queria muito usar essa imagem.

É por causa dessas experiências frustrantes que aderi ao teste, tipo da Capricho só que versão Carta Capital. O reaçômetro consiste em perguntas simples como saber em quem a pessoa votou para presidente e governador, o que acha das ciclovias, pedir pra completar a frase “Lugar de mulher é…”, o que faria se ganhasse a assinatura da revista Veja… É esse tipo de coisa que elimina de vez a chance de você estar se relacionando com um reacionário e te poupa algumas semanas de encontros inúteis.

Você vai parecer louca com esse questionário? Talvez, mas ainda é melhor do que correr o risco de se apaixonar com alguém que vai te convidar pro impeachment da Dilma no facebook.

Texto escrito no dia 11/02/2015.

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