O cinema dos homens

Há uns anos eu me recusava a assistir filmes que tivessem sido gravados antes dos anos 2000 ou que fossem em preto e branco. Entrei na faculdade (estudei rádio e tv) e, obviamente, mudei de ideia. Continuo não sendo muito fã de cinema e preferindo mil vezes mais série de tv (por que ter um personagem favorito por 2 horas se posso ter por 5 temporadas? — se a Shonda Rhimes não matar antes, claro). Mas, mesmo assim, fui pesquisando e estudando os diretores mais clichês. 
Meu primeiro diretor favorito foi o Woody Allen, aí eu descobri um pouquinho sobre a vida pessoal dele e peguei repulsa dele como pessoa. Comecei a me interessar pelo trabalho do Kubrick, até saber sobre o abuso psicológico da parte dele com a atriz Shelley Duvall, a Wendy de O Iluminado. Aí então veio o Hitchcock, que em teoria fez os melhores filmes de suspense da história do cinema, mas que na verdade teve a colaboração da Alma Reville, e você provavelmente nunca ouviu falar dela — ou se ouviu, sabe que era “só” a esposa do diretor. Por fim, Charles Chaplin: ator e diretor, gênio do cinema mudo e, ah, pedófilo. 
Só consegui chegar a uma conclusão óbvia. Por trás dos grandes diretores de cinema que são tão reconhecidos e servem de referência mundial, há um ponto em comum: o perfil de um homem abusivo e uma multidão o idolatrando.

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