O que você vê, o que sinto e eu

A crosta, o psicológico e o incompreendido. Quem vê por fora acredita poder julgar e compreender, mas a crosta só engana. Assim como um embrulho que busca não revelar a essência, assim como uma tintura que procura um defeito para ser coberto. O psicológico está cada vez mais oculto, emoções que tentam escapar para a crosta são imediatamente barradas. E, quando conseguem a almejada liberdade, são vistas como sinais de fraqueza, mesmo lutando contra a repressão não conseguem nunca sua glória. E o incompreendido? A crosta e o psicológico também assim são, mas não carregam o nome e não é à toa. Uma parte de nós, não é visível e nem busca a tal transparência. Tão reprimida e tão mal vista quando transgride alguma outra camada. Nossos sonhos às vezes nos trazem notícias de lá, procuramos significados, mas não é não vamos achar. Talvez nem dentro de nós mesmo possamos compreender, porém tentamos. Em vão. A crosta, o manto e o núcleo. A epiderme, a derme e hipoderme.

Texto escrito no dia 17/03/2014.

Show your support

Clapping shows how much you appreciated marcellacom2l’s story.