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De frente

No metrô te perguntei:
Por que é que tu te importas,
No sentido da viagem,
De sentar e andar de costas?

Indaguei mania besta
Ou vício condicional,
Mas negaste com veemência
Meu inquérito banal

Comecei a reparar
Se a consciência era normal,
- Vai que estava com vergonha
De que estava a passar mal!

Continuei com a indagação
Sem a dúvida sanar,
Até que um lugar vaga
E tu trocas de lugar

Nós ficamos frente a frente,
Com os joelhos a tocar
E percebi que na verdade
Tu querias me beijar