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Trancado

O amor me levou para um palácio de espelhos
onde via somente o reflexo
da tua imagem sobreposta à minha

Corri várias vezes rumo a porta de saída
e acabei por entrar no rescindo fechado
da minha mente que estava confundida

Contigo, ali, desenhei rostos amorfos
e corpos contorcidos e disformes
dediquei escritos a tua beleza
mas minha arte você condenou

Ao te trancar no meu quarto psíquico,
tornei-me meu próprio prisioneiro
que de início espreitava pela fechadura
mas que agora somente paira em devaneio

Sei bem…
Tu e teu coração para mim estão trancados
e repletos de mau agouro e arrogância 
por isso optei ignorar teu escárnio
e escarnear de tua pueril ignorância