Notas da madrugada.

Sinto-me pequena, indefesa nesta vida mundana de atos superficiais. Sinto que tudo posso e nada concretizo. Permaneço aqui, parada, enraizada no pensamento que não me deixa prosseguir. A velocidade dos acontecimentos deixa-me em desvantagem. Luto para ater-me, na fugaz sensação de compreender o mundo. Perco, perco sempre.

Em minha mente, há um fluxo ininterrupto de pensamentos embaraçados que tento, mas não consigo decifrar. Trajetórias, espaços, memórias de um amanhã que já aconteceu, a esperança de um passado que assombra.

Estática, observo a vastidão das demandas em demasia. Seja isso, não seja isso... Perdida na busca do paradoxo sem fim. Olho para os lados e vejo mensagens fora de minha compreensão. O que desejam de mim? Busco a consciência, mas ela há muito fora retirada de mim.

Figuras distorcidas atravessam o imaginário social, exaltadas pela levianidade. Tento enquadrar-me, mas como pode um círculo admitir-se ao quadrado? Sufocada pelas vozes ecoantes que insistem em me reduzir, mantenho-me infinita.

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