No ritmo do corporativo…

Depois de muitos anos ralando pra se descolar em agências digitais em SP, consegui uma oportunidade bacana pra finalmente virar um crachazeiro. Inicialmente foi lindo, a necessidade da empresa se enquadrava com meu perfil e vice-versa, realmente achei que poderia contribuir com a evolução dos trabalhados feitos até então. O ritmo lento, os prazos esticados, o pouco interesse naquele momento se dava pelo fim de ano (pelo menos era o que davam a entender), o impacto disso em mim foi estranho, acabara de sair de uma campanha política, onde tudo era feito com muita intensidade, tudo pra ontem e se deparava agora com o inverso. Foi esquisito.

O tempo de adaptação passou, viramos o ano e nada… aquele ritmo se mantinha, as relações entre profissionais se davam de maneira “pessoal” e as coisas continuavam da mesma forma. Foi quando percebi inversões de valores, disputas que não levavam a nada e um desinteresse total com a qualidade do trabalho. Ficava claro então, os motivos que levavam a um posicionamento digital equivocado. Ficava ainda mais claro também, que os interessados se destacavam, as pessoas que batalhavam por um UP em tudo que acontecia ali, eram poucas inclusive.

Nem vale detalhar as barreiras que um profissional interessado encontrava para executar seu trabalho. Foram muitas as vezes que me senti impedido de fazer algo bacana, adequado aos tempos atuais, em todas elas a angústia tomava conta. Uma política baseada no puxa-saquismo tomava conta daquela ideologia. Mesmo assim busquei, por mim mesmo, uma evolução na qualidade dos trabalhos e por conta disso, incomodei. Hoje tenho comigo que essa foi a atitude que me salvou. Ficou claro para aqueles interessados, com quem eles poderiam contar.

Enfim, algumas mudanças depois, parte da equipe migrava para outra gestão, por sensibilidade de alguns fui reconhecido, era evidente que a partir daquele momento um trabalho interessante seria possível executar. Fizemos. Ralamos. Mostramos mais. Trabalhamos mais (muito mais e mais animados). Os resultados surgiram e uma satisfação natural de quem se esforça voltou a fazer parte da minha rotina.

Nunca será perfeito, isso é um fato, porém existe uma necessidade de manter essa possibilidade viva, isso nos move, nos impulsiona a querer e a fazer mais. Talvez essa seja a maior barreira para aqueles condicionados aos padrões antigos, aos que querem o mesmo sempre, os acomodados.

Essa experiência ensinou, me mostrou uma realidade muito comum (infelizmente), mas tudo faz parte do processo de evolução, com respeito temos que trabalhar para convencer. Mudar comportamentos nunca será fácil. Vamos em frente… sempre!!!

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