André, admiração enorme por você, seu trabalho e participações nos Nerdcasts.
Minha primeira perda foi aos 10 anos, meu avô paterno, a explicação de meu pai ao questionamento do motivo de morrermos foi ótima para minha idade, “Novas pessoas precisam nascer e outras morrem para que o espaço na Terra seja suficiente.”
Sem saber ele criou naquele momento uma forma diferente de lidar com a perda em mim. O melhor exemplo foi a morte de minha avó, 2 anos atrás, no momento em que soube da notícia, logo pensei na importância que ela teve em minha vida, no agradecimento pelo conhecimento repassado por ela, pela oportunidade do tempo junto dela e pela quantidade de “assuntos” que, indiferente de crenças, ela deixou ainda em minha mente.
Com isso, de uma forma saudável, tenho sempre ótimas conversas, não com seu espírito ou algo assim, mas com as lembranças, criando e buscando nelas orientações para muitas dúvidas e formas de pensar no que é correto ou não fazer.
Em resumo, a dor da “perda” é removida pelo orgulho, carinho e conhecimento que fica. Com isso o “Mundo ao seu redor” volta a girar mais rapidamente e após o 3º ou 4º dia, estas associações citadas por você não existem mais. Mas cada contato com esta “energia” criada pelas lembranças dentro de mim e por estas “conversas” são de fato revigorantes e mantem ela sempre por perto.
Voltando ao meu avô, a frase em sua lápide é “Ninguém morre enquanto vive no coração de alguém” (coração é licença poética, claro).
Desculpe pelo texto imenso, mas achei interessante quando o assunto é este, “perdas” físicas, não mentais.
Grande abraço! Meus sentimentos.