A Entrevista perdida de Steve Jobs

Um dia estava sem sono e resolvi dar uma vasculhada no gigante arsenal do Netflix. Fui caminhar na pasta de documentários e vi algo que logo me chamou a atenção: Steve Jobs, The Lost Interview. 
Muitos ainda não me conhecem, mas sou um grande fã do titio Jobs. Mas isso é um papo para outra publicação..

Na época da entrevista, Steve ainda tinha cabelão e estava na NexT, a empresa que fundou logo após ter sido expulso da Apple e que depois seria comprada (adivinha por quem?) para dar origem ao sistema operacional OX.

Irei falar e comentar o meu Top 3 e depois vou citar os demais, pois são auto-explicativos e se eu o fizer, o post vai ficar gigante.


1 — Logo no início, Bob Cringely pergunta a Steve sobre como ele entrou no mundo dos negócios. E ele explicou que foi algo natural, ele enxergava naquelas máquinas o certo a se fazer, algo que poderia transformar a vida das pessoas para melhor. Algo tão óbvio que se ele não fizesse seria estranho. E foi assim que ele começou a sua jornada..

Você simplesmente aprende a fazer negócio porque você sente que é o certo a se fazer. É natural.

2 — Steve usou uma metáfora para explicar o trabalho em equipe que havia aprendido com um vizinho e que vou levar por toda a minha vida: a metáfora das pedras em uma lata. 
Esta metáfora é simples e inspiradora. Você tem duas pedras irregulares dentro de uma lata, e conforme você chacoalha esta lata, elas colidem e depois de um tempo elas saem perfeitamente polidas.

É como uma equipe e ideias. Eles conversam, discutem, brigam, se chocam, mas o resultado é uma ideia impressionantemente melhor.

3 — Em outra etapa da entrevista, Jobs fala sobre um ponto que me influenciou bastante e que já tinha tido contato lendo a sua biografia.
Ele dá uma importância para a seleção de pessoas com quem você irá trabalhar. Porém, não da maneira comum, de olhar o currículo e competências. E sim, buscando aquelas pessoas que tenham um sentimento e que enxerguem um propósito no que estão fazendo.. Isto para mim é fundamental porque as pessoas vão se envolver e se comprometer de fato!
Em tudo o que eu fiz e faço, busco pessoas que vejam não só um trabalho ou uma função, mas que entendam o propósito e a importância do projeto ou da tarefa.

Busque pessoas que trabalhem por um sentimento e um propósito. E evite aqueles que só buscam um trabalho.

Abaixo, vou citar outros pontos que também são muito incríveis, mas que dispensam comentários e observações.

Correr atrás do jogador da 1ª liga. Jogadores da 1ª liga buscam jogadores de 1ª liga. É uma cultura que se propaga e mantém você com os melhores do mercado.
Controle o ego das pessoas. De importância ao quadro completo e saiba passar a importância de cada peça para a construção de um resultado final excepcional.
Dê feedbacks sem comprometer a confiança na habilidade e no caráter da pessoa.
Tome cuidado com quem contrata (Jon Sculley!)
Tenha gosto pelas coias. Faça coisas agradáveis, crie arte com impacto e de espírito ao que você desenvolve.
Pegue, faça o seu melhor e propague o resultado.

Por fim, espero ter passado um pouco mais da visão e conhecimentos deste gênio que é a minha maior influência. Acho que esses pontos levantados por ele nesta entrevista são fundamentais se você é/pensa em ser um líder.

Abraços,

MD.


Marcelo Dieguez
Viciado em livros, artigos, empreendedorismo e na cultura da Apple.. e tomando gosto por escrever.

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