O rock brasileiro em meio ao furacão internacional

Imagens das capas dos álbuns (Divulgação Legião Urbana, Titãs e Engenheiros do Hawaii

Texto originalmente produzido para @1991music

O rock é, talvez, o único meio que a minha geração tem para se expressar.” Renato Russo, em 1991 (do livro Renato Russo e A a Z)

Em 1991, o rock internacional estava muito prestigiado no Brasil. A realização de uma edição inesquecível do Rock In Rio em janeiro e o bom momento de grupos como Guns N’ Roses, Metallica, R.E.M e U2 faziam a cabeça dos jovens da época e suas músicas tinham presença cativa entre os sucessos das rádios comerciais. De You Could be Mine a Losing my Religion, de Nothing Else Matters e Mysterious Way. Para quem era adolescente, foi um período de muito aprendizado sobre rock and roll, embora o acesso a conteúdos sobre música fosse centenas de vezes menor do que hoje. Imagine um mundo sem YouTube e Spotify. A MTV estava chegando ao país e a maior parte das pessoas podia acompanhar seus músicos preferidos somente no rádio, em revistas impressas e em alguns programas da TV aberta. Obrigado, Sergio Groisman! Obrigado, Kid Vinil! Quem tinha grana comprava o álbum, mas para a maioria o que sobrava eram as fitas-cassete com gravações de baixa qualidade das rádios. Ou ainda gravações um pouco melhores de vinis de algum amigo com o famoso aparelho de som 3 em 1.

Nessa atmosfera, os grupos nacionais de rock, endeusados nos anos 1980, continuaram com força e avançaram a nova década. E foi um desafio e tanto. De um lado, competiam com toda aquela quantidade de estrelas internacionais — lembremos que 1991 também foi o ano do Dangerous, do Michael Jackson. Do outro, concorriam com os novos modismos da música brasileira, como a lambada.

Não foram poucos os álbuns lançados por bandas brasileiras oitentistas em 1991. Entre eles estavam Os Grãos, do Paralamas do Sucesso, que trazia o hit Tendo a Lua, e o Eletricidade, do Capital Inicial, com Todas as Noites e O Passageiro (uma releitura da clássica composição de Iggy Pop). A propósito, O Passageiro serviu para me incentivar a conhecer a obra do artista norte-americado, muito maior que “Candy, candy, candy, I can’t let you go”. Ainda lançou-se, entre outros, o Tudo é Permitido, do Kid Abelha, e o nem tão interessante Descivilização, do Biquíni Cavadão, com os sucessos Vento Ventania e Zé Ninguém. E, num outro segmento, mais reconhecido no exterior, o Sepultura apresentou o seu quarto álbum, o Arise.

Você me veio como um sonho bom

De todos os discos nacionais de 1991, três se destacaram, na minha opinião. No final do ano e já avançando 1992, conhecíamos o V, da Legião Urbana, o quinto da história da banda e composto por músicas maduras e arranjos bem elaborados, com uma pitada de rock progressivo. De certo modo, o álbum foi pouco compreendido pelos mais jovens, mas hoje se consegue entender a complexidade das composições, especialmente as letras que trazem muitas referências medievais e culturais. Aliás, são tantas referências que não há como descrevê-las detalhadamente nesse espaço. O recurso da metáfora é muito bem utilizado no álbum, seja para falar sobre o momento político e econômico do país, seja para abordar a vida pessoal do líder do grupo, Renato Russo. Naquele ano, Renato estava com 31 anos e através de suas canções se permitiu dar continuidade ao já feito em As Quatro Estações: desabafar sobre a realidade que se revelava à sua frente. Dependência química, exposição de sua orientação sexual e luto estão bem presentes no V. Devemos lembrar que o cantor havia descoberto um pouco antes ser portador do vírus da Aids e, embora nunca tenha assumido em público, na poesia manifestava sua intimidade. Outro ponto importante na vida do músico foi o nascimento do seu filho, em 1989.

A gente sabe que a Legião Urbana gera sentimentos opostos. Alguns amam, como é o meu caso, outros odeiam. Nesse álbum, essa disputa ficou mais forte, porque, se comparava tudo no Brasil com o rock produzido no exterior. Recordo bem disso.

O V começa com Love Song, releitura de uma cantiga composta no século XIII por Nuno Fernandes Torneol. A primeira vez que escutei (relembrando: eu era um guri que não sabia nada da vida) achei “nada a ver”, como se dizia. Mas hoje, tendo consciência do contexto e da personalidade de Renato Russo, entendo perfeitamente e gosto bastante.

A segunda faixa do V é Metal Contra as Nuvens, a mais extensa da Legião, com mais de 11 minutos de duração e contando com muitas variações melódicas, além de menções medievais. A crítica social é vista no verso:“Quase acreditei na sua promessa e o que vejo é fome e destruição”.

Após, vem a instrumental Ordem dos Templários, daquelas para escutar quando desejamos ficar calmos.

A quarta, A Montanha Mágica, que traz uma referência ao livro homônimo, do escritor Thomas Mann, publicado na década de 1920, aborda a questão de dependência química de Renato Russo e a sua luta contra o vício: “Minha papoula da Índia. Minha flor da Tailândia. És o que tenho de suave. E me fazes tão mal”.

Então temos o momento mais singular do álbum: Teatro dos Vampiros, que é na minha visão a canção com a letra mais bonita da história do rock brasileiro, e talvez entre todos os estilos musicais (não é blasfêmia). Seus versos são espetaculares! É o ápice de Renato Russo. Sim, eu sei que ele disse certa vez que o nome da música estava relacionado à novela Vamp, veiculada na TV Globo. E há também quem faça a relação com o livro Entrevista com um Vampiro, de Anne Rice. Porém, o resultado final é bem mais abrangente e inspirador: Sempre precisei de um pouco de atenção. Acho que não sei quem sou. Só sei do que não gosto”. A preocupação com a crise econômica é bem retratada em: “Vamos sair, mas não temos mais dinheiro. Os meus amigos todos estão procurando emprego”. E o momento mais importante da composição está, sem dúvida, no verso: “Quando me vi tendo de viver. Comigo apenas e com o mundo. Você me veio como um sonho bom. E me assustei. Não sou perfeito”.

Colada a essa maravilha, vem Sereníssima, mostrando já no primeiro verso sua força poética e reveladora sobre sentimentos mais íntimos de Renato: “Sou um animal sentimental. Me apego facilmente ao que desperta o meu desejo”.

Vento no Litoral é a sétima canção e uma das mais tocadas nas rádios. Sua letra aborda a orientação sexual e principalmente o luto de Renato pela perda de seu namorado Robert Scott, vítima da Aids.

Após essa triste composição, ouvimos a mais “divertida” do álbum: O Mundo Anda Tão Complicado, que conta o cotidiano de um casal. É uma música para pessoas maduras (não só de idade) e bem resolvidas. O verso final é outra obra-prima: “Quero ouvir uma canção de amor. Que fale da minha situação. De quem deixou a segurança de seu mundo. Por amor”.

A penúltima faixa, L’age d’or, é também o título de um filme surrealista de 1930, dirigido por Luis Buñuel e Salvador Dalí. A letra volta a falar sobre a relação de Renato com as drogas, além da religião (assunto presente em As Quatro Estações).

A última do álbum, a instrumental Come Share My Life, se trata de uma canção do folclore dos Estados Unidos.

De modo geral, o V é um álbum composto por músicas lindas, poéticas, tristes e maduras — com um pouco de autoajuda –; traz elementos do rock progressivo e, por que não, permite consumi-lo como se fosse uma pequena aula de história da arte. Há quem não goste, mas penso que Renato Russo foi um cara muito diferenciado e positivo à música brasileira. Os versos criados por ele podem ter significados diferentes para cada pessoa, dependendo do modo como ela enxerga a vida. Sua abordagem toca fundo e é sempre atual, embora já tenham se passado 20 anos da morte do ídolo. O V é uma representação clara desse modo de escrever e compor.

Eu não sei fazer música, mas eu faço

Aproveitando-se da onda de hard rock internacional, os Titãs produziram o Tudo ao Mesmo Tempo Agora. Era uma mistura de metal e punk, desconstrução de padrões sociais, rebeldia e letras cheias de palavras e assuntos considerados tabus no passado (alguns, até hoje). Foi tipo um preview do Titanomaquia, lançado dois anos depois. Pense na cabeça de um guri “bonzinho” ouvindo aquilo.

A banda havia começado 1991 muito bem com uma excelente apresentação no Rock in Rio, como abertura aos memoráveis shows do Faith No More e Guns N' Roses. Lembro-me da qualidade do som ao vivo feito pelos caras. Aposto que o evento serviu de inspiração para a produção do novo álbum: os músicos se juntaram numa casa, montaram um estúdio improvisado e gravaram durante dois meses, com familiares presentes. Dali, saiu um som cru e simples, mas com muita qualidade, como se fosse um show ao vivo.

Um detalhe do O Tudo ao Mesmo Tempo Agora é que se trata do último álbum criado com a participação dos oito integrantes originais do grupo. Arnaldo Antunes seguiu, tempo depois, em direção a uma bem-sucedida carreira solo.

A primeira música já chega causando polêmica, Clitóris, falando sobre a sexualidade feminina. No colégio, a gurizada sem noção se perguntava “o que é mesmo Papanicolau”?

Na sequência, vem O Fácil é o Certo. A força da bateria e o solo de guitarra são os destaques desse som. A letra sugere uma reflexão sobre a liberdade de fazer as escolhas que deseja e não se estressar com o futuro: “Faça o que está fazendo. Não o que estou lhe dizendo”.

A terceira faixa, Filantrópico, é uma das minhas preferidas. Apresenta um som muito pesado, ao estilo heavy metal, e uma letra bem alinhada à proposta da banda de desconstrução de padrões. É uma canção que me impressionou muito: “Filantrópico. Altruísta. Complacente. Caridoso. Tão gente. Acumulando raiva e rancor”.

A música seguinte é Cabeça, que, em contrapartida à Clitóris, faz uma alusão ao órgão sexual masculino:“Cresça cabeça. Imensa. Densa, espessa. Cresça cabeça.”.

Você já tentou varrer a areia da praia?” é o principal verso de Já, novamente chamando à reflexão sobre nossas ações.

Logo em seguida vem Eu x Eu, um formato típico do Titãs, de poucas palavras, com influências no concretismo. Imagina eu falando sobre Titãs e concretismo nas aulas de Literatura do colégio? Se bem que o próprio Arnaldo Antunes já falou que bebeu dessa fonte.

Isso Para Mim é Perfume é a sexta faixa, sendo o momento mais irreverente do álbum, com uma letra cheia de termos tabus. Só ouvindo para entender.

A oitava é um dos hits do álbum, Saia de Mim, que ganhou um vídeo-clipe bem interessante e tocou à exaustão nas rádios. Novamente a desconstrução de padrões sociais estão presentes, destacando a rebeldia e a liberdade: “Saia de mim vomitado. Expelido, exorcizado. Saia de mim a verdade!”

Após, vem Flat Cemitério Apartamento e Agora (outra de poucas palavras) para chegarmos a Não é Por Não Falar, que teve o lançamento destacado no programa Fantástico, da TV Globo, na época. Com um riff de guitarra espetacular, essa música se desenvolve como o pensamento de um adolescente de cara emburrada, que não se mostra alegre, apesar de estar. Escutei muito e me identifiquei com esse som: “Não é por não falar em felicidade. Que eu não goste de felicidade”.

Depois, Nando Reis canta “Obrigado, de nada. Obrigado, a nada”. Nesta composição, os Titãs apresentam novamente a temática da rebeldia e da não aceitação às convenções sociais, assim como ocorre em Filantrópico.

Eu não Sei Fazer Música é a penúltima faixa e a minha preferida do álbum. Com uma sonoridade mais oitentista e punk, é um hino para quem, mesmo não sendo especialista em nada, não se deixa levar e expor sua cara: “Eu não sei cantar as músicas que faço, mas eu canto”.

No final, Uma Coisa de Cada Vez interrompe o peso e volta ao formato jogos de palavras, trazendo o verso que inspirou o nome do álbum: Tudo ao Mesmo Tempo Agora.

Sem ser o melhor ou o mais famoso dos Titãs, este é um álbum que merece a atenção de quem gosta de rock em sua essência. Viva aos Titãs!

No táxi que me trouxe até aqui

O cenário que antecedia o lançamento do Várias Variáveis se desenhava muito favorável aos Engenheiros do Hawaii, reconhecido como uma das principais bandas de rock daquele tempo e, para muitos, a melhor do país. Procure no YouTube uma edição do Programa Livre, do SBT, de 1992, com a banda. Auditório lotado e gente comparando eles aos Beatles.

O sucesso de público e crítica do álbum anterior, O Papa é Pop, que incluía o hit Era um Garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones, e a ótima apresentação do Rock in Rio, em janeiro, intensificaram ainda mais a força da banda comandada por Humberto Gessinger. Até especial na TV Globo teve dos Engenheiros na época. No Rio Grande do Sul era praticamente uma unanimidade. “É bom também porque é gaúcho” era mensagem captada no ar ao ouvir os comentários da gurizada. Eu não participava muito desse bairrismo, mas respeitava. O Várias Varíaveis veio como reforço dessa ideia de identidade gaúcha da banda. Fiquei muito surpreso ao ligar o rádio e ouvir pela primeira vez Herdeiro da Pampa Pobre, uma obra tradicionalista conhecida na voz do músico Gaúcho da Fronteira. Tinha um vinil lá em casa com essa música. “O Humberto é galo véio”, ouvia-se no colégio a todo momento.

Mas o álbum foi muito mais do que isso. Sucesso em todo o Brasil, o trabalho dava continuidade ao padrão musical utilizado pela banda, mas com um som mais pesado em algumas composições. Com proposta de ser conceitual, o Várias Variáveis conta com composições cheias de efeitos sonoros e com proximidade ao rock progressivo, inspirado em obras como as de Roger Waters (ídolo do Gessinger). Repetia-se o formato de utilizar jogos de palavras e muitas referências a filmes, livros, trechos de outras músicas e fatos históricos. É muito atual: as letras de canções da banda, se postadas hoje na web, podem ser acompanhadas de links que direcionem para os mais diversos tópicos. Engenheiros é hipertexto.

A primeira faixa, O Sonho é Popular, já chega fazendo uma junção entre os antigos e o novo álbum, com um verso bem próprio de Gessinger: “A pampa é pop. O país é pobre. É pobre a pampa”. E por aí vai. Essa música mostra que os Engenheiros continuavam usando a mesma receita para o sucesso.

Mas aí entra Herdeiro da Pampa Pobre, uma releitura da obra de Gaúcho da Fronteira, composta em parceria com Vainê Darde. A faixa faz uma transposição de linguagem entre o gênero gauchesco com o rock, preservando a letra, repleta de termos típicos do dicionário tradicionalista gaudério. Embora essa questão local, Herdeiro da Pampa Pobre coloca em discussão temas sociais do país: “Herdei um campo onde o patrão é rei. Tendo poderes sobre o pão e as águas. Onde esquecido vive o peão sem leis. De pés descalços cabresteando mágoas”.

Sala Vip é a terceira e, na minha opinião, a que tem melhor início entre todas no álbum. Se a letra não é das mais significativas, é compensada pelos efeitos sonoros e pelo final ao estilo hard rock muito tocado naqueles dias.

Após vem Piano Bar, outro hit do Várias Variáveis tocado intensamente nas rádios. Dentro do clima adolescente do período, era tida como romântica. O ritmo facilita a inserção de versos mais elaborados: “No táxi que me trouxe até aqui Julio Iglesias me dava razão (yo soy un hombre solo)” ou

Toda vez que falta luz, o invisível nos salta aos olhos” ou ainda “Ela apareceu, parecia tão sozinha Parecia que era minha aquela solidão”.

O álbum sai da balada romântica e volta ao peso, com Ando Só, lembrando outras músicas do próprio Engenheiros e (talvez) alguma coisa similar à banda canadense Rush. Na introdução e no final uma voz diz “Driver, follow that car!”, que deve ser da mesma pessoa à procura do personagem principal da narrativa: o cara do “andar só”. Reforçando as referências utilizadas pela banda, o verso “Pergunte ao Pó” é inspirado no livro de John Fant, publicado em 1939: “Pergunte ao pó. Desça o porão. Siga aquele carro. Ou as pegadas que eu deixei”.

A sexta música, Quartos de Hotel, se destaca pelo peso das guitarras, especialmente na finaleira. A letra continua a ideia do fugir e de se esconder.

A sétima é Várias Variáveis, que dá nome ao álbum. Tem menos de um minuto de duração e serve de introdução, com a simulação de um girar do dial de um rádio, a Sampa no Walkman. O conjunto formado pelas duas canções é repleto de efeitos e também se faz uma homenagem a São Paulo, quem sabe uma proposta de sair do regionalismo, exposto em Herdeiro. Gessinger falou uma vez de sua admiração pela obra de Caetano Veloso e nessa faixa ele presta uma homenagem à Sampa, do músico baiano: “Este sou eu. Parado na esquina. A mesma esquina em outra canção”.
A ideia de que os trabalhos dos Engenheiros do Hawaii são bem costurados é bem visualizado na narrativa contínua composta pelas músicas Várias Variáveis e Sampa no Walkman com a anterior Quartos de Hotel, unida ainda à Ando Só. E o walkman, hein? Um sonho de consumo nos anos de 1990.

Na sequência dessa viagem sonora, o álbum traz Muros e Grades, outra muito tocada nas rádios e nas aparições dos Engenheiros em programas de TV. Sua letra é bem atual e fala tanto do medo da violência como do isolamento que leva a uma vida vazia: “Nas grandes cidades de um país tão violento. Os muros e as grades nos protegem de quase tudo. Mas o quase tudo quase sempre é quase nada. E nada nos protege de uma vida sem sentido”.

Uma personalidade oitentista e um clima melancólico surge no início de Museu de Cera, a décima faixa do disco. Como é de praxe, ao longo da música estão alguns efeitos sonoros, como a voz do apresentador Cid Moreira falando sobre o fim da União Soviética. É isso: o passado está em museus de cera.

Logo em seguida vem a interessante Curtametragem, tipo um ensaio da gravação da própria canção ou de um curtametragem sobre o Brasil. Bem interessante.

A número 11 é Descendo a Serra e faz um exercício de imaginação incluindo algumas menções a obras como o filme Um dia de Cão ou o livro Mês de Cães Danados, de Moacyr Scliar.

As duas últimas, Não é Sempre e Nunca é Sempre, são uma narrativa só: a segunda é um complemento da primeira. E a palavra final da música e do álbum é FIM, como num filme. Nada mais apropriado.

Gaúcho, brasileiro, universal, progressivo, divertido e criativo… Não há como não gostar do Engenheiros do Hawaii desse período.

Para fechar: Legião de Titãs no Hawaii (ou no Brasil)

As lembranças e a análise feita sobre esses três grandes álbuns nacionais, lançados há 25 anos, confirmam que no Brasil existe, sim, rock and roll de qualidade. E ele é tão bom quanto o mostrado por alguns grupos internacionais pós anos 2000. A explicação para não terem maior espaço no exterior está muito mais ligada ao idioma do que qualquer outra coisa. Mais uma questão: compositores como Renato Russo, Arnaldo Antunes e Humberto Gessinger, além de Herbert Vianna, têm seus lugares entre os maiores da música brasileira.

É uma ótima pedida resgatar a discografia dessas bandas dos anos de 1980 e 1990 e de tudo produzido antes e depois. De Mutantes e Raul Seixas a Raimundos e Charlie Brown Jr.. Não faltam boas opções para conhecer, ouvir e apreciar sem moderação.

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