Sem fazer mal a ninguém e cheios de planos

Foto aérea do Marco Zero do WTC após os ataques (FEMA Photo Library)

Neste final de semana, assisti a alguns documentários no The History Channel que recordaram os ataques ocorridos há 15 anos no World Trade Center, em Nova Iorque. Nada polêmicos, alguns muito oficialistas, mas boa parte com depoimentos bem interessantes de testemunhas daquela tragédia.

E esse último aspecto das narrativas é o que acho o mais importante. Seja nas Torres Gêmeas, em Hiroshima, no Oriente Médio, em Varsóvia, Sarajevo ou até em Porto Alegre (devido à violência urbana), pessoas com suas individualidades e sonhos tiveram e têm interrompidas suas histórias de forma gratuita e desnecessária.

As vítimas de conspirações, repressões, guerras, terrorismo e latrocínios não são apenas números. Elas podem ser um estudante chegando na escola, uma mulher que recentemente descobriu que estava grávida, dois homens conversando e combinando ir juntos ao jogo do domingo seguinte, um estagiário feliz por estar perto de obter uma promoção, uma mãe de família empenhada em oferecer um futuro melhor aos seus filhos… Ou seja, são seres humanos cuidando de suas vidas, sem fazer mal a ninguém e cheios de planos.

Como se não bastassem as tragédias já citadas e as oriundas de fenômenos naturais, pessoas são mortas também em consequência de construções mal feitas, corrupção, fome, miséria e epidemias que poderiam ser evitadas. E há aquelas assassinadas por causa do seu sexo, cor, orientação sexual ou religião. Sem falar dos crimes ambientais, que atingem todos os seres deste planeta.

São muitas as causas, só não muda a origem: a estupidez humana.