O tempo, o espaço e a pessoa

As perguntas da infância

Ontem estava pensando um monte de merda. Mas são merdas que gosto de pensar, me fazem lembrar das perguntas que ficava fazendo durante minha infância, atiçam minha curiosidade ;-)

Por exemplo, não me conformava como que, uma vez posto em movimento os astros em translação e/ou rotação, eles não paravam mais de girar. Como a Terra não para de girar? É um moto-perpétuo? Ou Newton ainda valida com a ideia de que basta a ausência de outras forças para não parar mais? Ou temos uma relação intrincada entre gravidade, ou o magnetismo, ou ambos, com várias outras forças interagindo entre si? Enfim, acho interessante pensar como as coisas começaram, que forças interagiram para dar início ao que temos hoje. Muito mais, acho importantíssimo sempre repensar as hipóteses que já temos.

Outra coisa que fiquei pensando foi sobre a medida do tempo. O tempo é algo que há alguns anos vem chamando muito minha atenção. Jiddu Krishnamurti falava que o passado e futuro são criações psicológicas, que não existem. Só existe o tempo atual.

Essa história de viver o presente virou moda por aí. Até me canso ao lembrar quantas referências existem neste conceito que se popularizou, e pior ainda, parece que estou desvalorizando o que eu mesmo escrevo aqui ao citar uma coisas semelhantes, rs.

O fato é que existe uma dissonância no mundo. Ao mesmo tempo em que as pessoas estão cada vez mais vivendo o presente, o aqui e agora, no sentido de estarem se comportando como tal, elas também se mostram cada vez mais apegadas ao passado ou futuro, psicologicamente. Ou seja, o comportamento é sempre o agora, o momento, e o consumo, a tecnologia e a enxurrada de informações pelas mídias sociais e internet salientam isso. Mas, existe ao mesmo tempo uma emoção que gera cada vez mais ansiedade e depressão, ou seja, as pessoas também estão buscando viver um tempo que não chegou ou presas ao tempo que já foi.

É louco pensar que as pessoas se comportam se um jeito e pensam ou sentem de outro (ainda que a maioria afirme de pé junto o contrário, hehe), mas do ponto de vista das redes sociais, é isso mesmo. O conteúdo, o que você pensa, representa uma força extremamente fraca na determinação do seu comportamento, quando analisada as interações decorrentes do ambiente em que você vive.

Reescrevendo a história

Bom, falando ainda sobre o tempo, podemos dizer que o futuro realmente não existe, e que o passado também não. Mas do passado, cada um de nós traz memórias. Por mais que registremos os fatos, o que conta e o que faz a humanidade seguir em frente não é a foto ou o registro escrito, mas a memória que cada um ou um cluster de pessoas possui do que já passou. A memória traz detalhes que não se registram, e estes detalhes, de uma natureza muito mais profunda e intrincada, é o que nos move. Se o passado é a memória, podemos dizer que existem pessoas que ainda vivem em determinado tempo (passado) porque estão presas às suas memórias. Não estou falando de nenhum tipo de patologia neuronal, mas que uma grande massa das pessoas vivem assim, programados, se comportando, pensando e sentindo com base em memórias que elegeram como condutoras de suas realidades.

Normalmente, qualquer tipo de organização hierárquica ajuda a sedimentar isso em você. Pois toda organização hierárquica é baseada em um mito próprio, em um protótipo ideal que se busca como quem busca a divindade, aquela que há de vir, o futuro que se realizará (mas que nunca chegará). A manutenção deste programa é a condição para se manter vivas as hierarquias. Não é a toa que na origem de organizações hierárquicas está a espiritualidade, as relações horizontais, sacerdotais, e que toda organização com esta topologia replica uma espécie de religião. Das merdas que nós humanos fizemos, nunca vi algo tão grande, pois nada como ela consegue nos desumanizar…

Por exemplo, existem pessoas que vivem na época daquele, como diz um amigo, judeu marginal conhecido como Jesus, e replicam todo o comportamento com base nesta memória mítica. Existem aqueles que ainda vivem na revolução francesa, lutando pelos ideais da época. Para muitos outros, o muro alemão ainda não caiu. E por aí vai.

Falando sobre cada pessoa, tenho certeza que você possui amigos ou conhecidos que, no passado, vivenciaram algo muito intenso juntos, mas que apesar do mundo ter continuado a girar (ainda vou descobrir porque ele não para, hahaha) muitos de vocês ainda vivem aqueles anos. Ora, o passado continua vivo no presente através das pessoas.

Continuando a pensar as merdas que citei no início deste texto, será então que nós podemos mudar o passado, alterando a memória das pessoas? Ora, se for possível reconfigurar a emoção que permanece naquela memória com os atores envolvidos (mesmo que representativamente, sim, um teatro ritualístico) e realizar uma ação que reconfigure a lembrança, ela passa a ser outra coisa, e o impacto dessa mudança na rede social altera completamente o presente. Uma vez que pessoa é um emaranhado, um redemoinho na água de um rio sempre a correr, toda a rede inter-relacionada com aquela memória se reconfigurará, e então a ação ou o comportamento gera novos comportamentos. Reconfigurou a história.

Bom, esses fantasmas vão sempre permanecer no presente, vivos e atuantes. Cheguei a pensar que o passado e futuro podem existir como dimensões diferenciadas (será?). Poderia expor toda a relação que em certo momento fez sentido pra mim, mas prefiro não, e neste momento, entendo que tais dimensões não passam de fluxos em movimento no social, interpenetrando essas metamorfoses ambulantes conhecidas como pessoas.

O tempo, não é linear. O presente não é determinado pelo passado. Pessoas não são peças de dominó enfileiradas que não possuem liberdade para se comportarem de modo diferentes. Nós podemos mudar tudo isso. O tempo é relativo.

Como você mede o tempo da sua vida?

Aí pensei em em outra medida de tempo: o ano-luz. Caralho, mas me deparei que esta não é uma medida de tempo, mas sim de distância. É estranha aqui essa relação de distância e tempo, mas é algo que me levou pra pensar outra coisa. Por exemplo, se meu objetivo for chegar no outro lado da nossa galáxia, a Via Láctea, levaria 52 mil anos-luz pra chegar. É coisa pacas! Mas o legal de pensar nestas coisas ligadas ao espaço, é que sempre me remeto às hipóteses ou fenômenos observados. Desde os 9 anos de idade tinha muito claro para mim (e vivia dizendo pra toda família) que queria ser um cientista astrofísico, hahah. Bom, poderia viajar mais rápido que a luz pra chegar ao objetivo? Ou poderia encontrar um buraco de minhoca que dobrasse o espaço-tempo e me levasse pra lá? E se tudo isso pudesse ser aplicado às nossas vidas?

Sim, as vezes traçamos objetivos na vida. Eu raramente faço isso, tenho um problema com isso que é meio o “deixo a vida me levar”, mas essas épocas de começo do ano são impregnadas por este tipo de planejamento por toda parte. Hipoteticamente, me deixar levar (a vida levou, ué?!) por aqui.

Então, se uma pessoa tem como objetivo passar suas férias na Tailândia, ou caminhar pelos picos na Mongólia, tanto faz, uma pessoa com uma vida considerada normal faz seus planos, guarda a merda do dinheiro que ganha, se planeja com sua família, chega na conta de daqui 10 anos conseguirá fazer isso. Sem querer cair aqui no discurso de como este tipo de vida soa ridícula pra mim, imagine se, para qualquer objetivo, você pudesse estar a bordo da Endurance (a nave do filme Interestellar) e pegar buracos de minhoca. O que isso representa em nossas vidas, esses atalhos capazes de dobrarem o espaço-tempo?

Existe uma outra questão pra se somar aqui, que é a percepção de tempo que a relatividade nos traz. Neste mesmo filme, o Interestellar, eles também ilustram isso. Devido à força da gravidade, um determinado lugar do espaço, um planeta como aquele próximo do buraco negro, pode estar se movimentando muito mais rápido em relação à Terra, e por isso mesmo uma hora lá pode representar 7 anos na Terra (como foi no filme).

Levando isso para nossa existência e experiência em vida, nós poderíamos dizer que seria possível nos mover para um determinado objetivo na vida (seja qual for, aprendizado, emoções, experiências, um lugar etc) num período muito menor, ou ainda pegar um buraco de minhoca. Isso significaria fazer um saque contra o futuro, ou seja, adiantar o tempo, o que nos daria um espaço muito maior para vivenciar outras experiências, uma vez que essa projetada para daqui X anos já teria sido alcançada.

O meu buraco de minhoca

Eu mesmo passei por algo semelhante, quando em 2005 decidi ir morar no Mato Grosso, numa região entre o Alto Xingu e a Serra do Roncador. Tudo o que vivenciei lá em apenas 5 anos, foram como se eu tivesse avançado uns 20 ou 30 anos de experiência de vida. Foi algo incrível. O tempo eram os mesmos 5 anos, mas o tempo relativo da intensidade das coisas que vivenciei por lá, me deram no mínimo mais 20 (nem sei dizer quantos, estou chutando um número aqui, pois minha sensação é que foi muito, mas muito mais). Isso me mudou de tal forma, que criou uma distância enorme de pessoas que convivam comigo, mas que não estavam vivendo a intensidade de experiência que eu vivia. Sim, parecia que eles se mantinham em um passado distante, pois eu tinha me movido no tempo. O tempo para mim se dilatou. Os dias tinham as mesmas 24 horas como para qualquer outra pessoa, mas para mim, eu avançava em um outro tempo, muito mais coisas aconteciam no mesmo período.

Este ponto é interessante, pois nos permite enxergar esta relação do tempo com a distância. Parece sim que cada pessoa pode percorrer distâncias muito diferentes para um mesmo tempo compartilhado. Enquanto uma pessoa vive apenas 1 ano, uma outra pessoa pode percorrer a distância de 1000 anos. Você pode estar vivendo em 3016 em relação a muitas outras pessoas, rs.

Bom, compartilho minha experiência, pode servir para alguma coisa. Sei que usei aqui exemplos um tanto quanto radicais. Mas se você achou isso um pouco exagerado, talvez seja você mesmo que mais se interesse pelo que vem a seguir.

Encontre buracos de minhoca atravessando silenciosamente as teias da rede-mãe

Buracos de minhoca são como portais para outras dimensões do espaço-tempo. E como tal, são difíceis de encontrar. E este é o problema. Estes atalhos que aparecem na vida não devem ser procurados. A única maneira de se deparar com eles é quando os mesmos se apresentam para você. O buraco de minhoca é o outro-imprevisível, é o inesperado, e sempre na forma de uma pessoa. Sim, pessoas são mundos, portais que se abrem, que indicam o caminho para novas redes, novas configurações, novos emaranhados os quais antes você não imaginava ter contato.

Como se deparar com ele? Duas coisas:

  1. Foco
  2. Estar aberto ao imprevisível

O foco aqui não significa ter claro o que se deseja, pois muita clareza do que se quer atrapalha. A vida não possui caminhos claros e limpos. Se encontrar algum assim, cai fora, é um caminho artificial criado pela matrix.

Foco não se trata de estar determinado, de fazer acontecer, de estar consciente, nada disso. Esquece. Este foco que falo aqui, é outra coisa. É de um foco desfocado… isso mesmo! rsrs

Sabe quando você deseja ver uma estrela no céu que está muito fraquinha sua luz, e a melhor maneira de você vê-la não é olhando diretamente, mas levemente para algum lado? É disso que estou falando.

Sabe quando você faz as coisas no seu dia-a-dia, mas existe um fundo musical presente o dia todo? Aquela música que não sai da cabeça enquanto você está pensando outra coisa, fazendo outra coisa? É isso!

É o consciente que se faz inconsciente.

Portanto, este foco significa muito mais sentir (do que saber) o que se quer, e deixar este sentimento guiá-lo.

Você não pode forçar.

Paradoxalmente, você permite mais liberdade para que as coisas aconteçam, ao invés de tentar forçar a sua vontade para tal.

Pense que não se trata da abelha que sai à procura de mel, e sim da flor permitindo que as abelhas cheguem até você.

Estar aberto para receber um presente. Isso implica em conseguir perceber quando oportunidades surgem na sua frente. É um presente. É a resposta. Você merece. Aceite e siga com ela!

Moving with the light

Para além dos buracos em que Alice encontra os rastros do coelho, você também pode simplesmente começar a tornar sua vida mais próxima da velocidade da luz.

Em outras palavras, como começar a tornar sua vida um rio de experiências e aprendizados que nunca imaginou antes serem possíveis?

Algumas pessoas tenderão a confundir isso um pouco com aquelas soluções eficazes (e não somente eficientes) sobre produtividade. Por exemplo, a Lei de Parkinson, que diz que o tempo necessário para fazer qualquer coisa é o tempo que você tem disponível para fazê-la. Se você tem uma tarefa com o prazo de uma semana para entregar, você tenderá a preencher a semana inteira para realizá-la. Mas se seu prazo for de apenas um dia, você a realizará do mesmo jeito, porém, co o prazo iminente, inevitavelmente você focará no que é importante, e não se envolverá com rotinas que demandam tempo e não contribuem de forma eficaz para o resultado final. Bom, eu mesmo uso da lei de Parkinson para minhas tarefas pessoais, e é ótima. Mas não estamos falando disso.

Estamos falando sobre aumentar o grau de interatividade. E interatividade aqui não significa passar horas em mídias sociais, ou estar por dentro de tudo que se fala por aí, das tendências, do que é descoberto, do que estão falando, nada disso. Aliás, isso deve gerar um sério problema em você. Estamos falando simplesmente de uma dupla que guiarão a dança da interação, que é CONECTAR e COMPARTILHAR.

Você precisa apenas se conectar com cada vez mais pessoas, mais mundos, e é claro, estar aberto a novas conexões. Estou falando de conexão real e não de pedidos de amizade. E quando esta conexão real existe? Quando algo que você compartilha, autêntico seu, gera uma mudança de comportamento nas pessoas conectadas com o que você compartilhou. E isso volta para você, lhe fazendo dar um novo passo, e esta dança continua. Quando a dança ocorre, há INTERAÇÃO.

Esta abertura da sua pessoa, descortinando-se livremente para com sua rede, acaba gerando tantas interações que o mundo encolhe-se. Ocorre o crunching ou amassamento, que trazendo para o que estamos falando aqui, é o amassamento do tempo, ou seja, apenas um hora pode começar a equivaler a dias.

Se você deseja começar a se mover mais próximo da velocidade da luz para com seus projetos de vida, compartilhe eles e coisas incríveis acontecerão. Não será preciso se planejar ou aguardar anos para determinada coisa. Caminhos que não existiam, agora poderão ser transpassados.

Infelizmente, essa corrida pela sobrevivência centrada no dinheiro nos faz parecer ter 50 anos quando estamos com 30. A busca pelo dinheiro dessa forma, nos leva à morte mais rapidamente, pois o tipo de atividade que desenvolvemos não é aquela que enriquece a alma, empodera a pessoa, faz a luz saltar dos olhos. Esta busca insana aprisiona uma parte do seu ser, leva um pedaço da sua alma, e tudo isso, em troca de um fim de semana, ou de férias, ou de uma aposentadoria.

Enfim, isso tudo significa voltar a ser como a criança que vive o seu tempo com tudo isso que falamos até aqui, e sair um pouco dessa obsessão que os adultos tem com o tempo, impotentes com a areia sumindo na ampulheta de Cronos. Se não estamos nos divertindo com o que estamos fazendo, deve haver algo de estranho.

Se tudo parece sob controle na sua vida, você não está indo rápido o suficiente. (Mario Andretti, piloto automobilístico americano, campeão nos EUA e campeão mundial de Fórmula 1 )

Aceite o presente do presente. Nossa tendência quando estamos vivenciando algo que não gostamos ou não é como desejamos, é nos ressentir, nos deprimir, ou nos colocarmos em guerra (o que leva nossa paz) quando deveríamos abraçar a situação. Por exemplo, tive momentos em que estava preocupado com trabalho, com as contas, com as dívidas, com os prazos de entrega, e como trabalho em casa, minhas filhas estavam em um momento muito especial, criando uma bela algazarra, pedindo minha atenção a todo momento, quando com dor no coração negava dizendo que precisa me dedicar ao trabalho. Certa vez mudei minha perspectiva, e abracei o momento. Passei a me divertir com elas. Acho que nem preciso continuar. Me senti melhor e feliz. E para todo o restante, não só não mudou nada, como com alguns compromissos consegui soluções muito mais simples e eficazes.

A hora de observar

Isso me lembrou de um outro aprendizado, que temos momentos em que é preciso diminuir a velocidade, se acalmar, e simplesmente observar. Existem momentos em que parece que o mundo se volta contra você, tudo dá errado, uma notícia ruim atrás da outra. Nestas horas, eu simplesmente paro e observo sem criar nenhum tipo de julgamento (isso é importante!). Ou seja, não me envolvo emocionalmente. Pode demorar horas, dias, e passa. É algo como agir com neutralidade.

A hora de mudar

Em outros momentos, será necessário fazer uma mudança mais radical. Por isso, enquanto pessoa, você não se apega a si mesmo, à imagem que faz de si. Ela muda, sempre. Podem ser valores, pode ser um lugar, pode ser uma atitude que nunca faria, pode ser uma extroversão ou uma certa conduta disciplinada, mas você precisará mudar para não ser sugado de volta para a ampulheta do tempo.

A sabedoria do não

Isso foi algo difícil pra mim. Não sabia dizer não. Queria sempre fazer tudo para todos, não decepcionar as pessoas, acreditava que estava sempre ajudando. Por mais que estivesse, com certeza, não estava me ajudando. Muitas coisas que fazia, trabalhos que aceitava, mais geravam mais problemas que satisfação. Por que eu não sabia dizer não? Porque eu ainda não tinha claro o que realmente queria, ou então o que era importante para mim naquele momento, o que constituía minha prioridade.

Em determinado momento da vida e sob certas circunstâncias é tranquilo responder quase sempre com um sim, mas com o tempo, você percebe que precisa ter mais qualidade de tempo. Quando você tem claro sua prioridade, o seu “não” soa como algo autêntico como o é, e não com uma negação.

Viver uma vida aberta ao imprevisível, não significa ser um idiota. Esteja atento a isso.

Toda mudança é radical

Não há mudança gradual. Você precisa ser radical ao mudar, ou não conseguirá. Isso porque existe uma inércia tremenda, dentro e fora de você, te puxando novamente para os velhos hábitos e comportamentos. Se você não mergulhar, se não se jogar no abismo, esquece.

Dá medo? Sim. Mas faça o seguinte. Descreva para si mesmo o pior cenário que pode acontecer. Seja detalhista. Com este cenário bem claro, comece a pensar no que faria para revertê-lo ou amenizá-lo. Você vai perceber que as coisas não são assim tão assustadoras.

Então, seja radical na sua mudança. Outra coisa, é muito mais fácil parar de vez com alguma coisa, do que parar aos poucos. Ou ainda, do que querer controlar. Estar 100% é muito mais simples e eficaz.

Mudanças radicais, dependendo do que você deseja, pode representar uma mudança geográfica. A razão é que nossos comportamentos são praticamente definidos pelas relações que mantemos. Se de algum modo sua pessoa continuar interpenetrando com uma rede de outras pessoas que apenas reforcem comportamentos e situações que você deseja mudar, é preciso mudar as relações, e muitas vezes, mudar geograficamente é necessário.


Bom, no fim, ficar pensando sobre a medida do espaço-tempo e sua relação com nossas vidas me deu oportunidade de compartilhar várias outras ideias que tenho matutado por aqui… Algumas talvez desenvolva melhor depois, outras vou deixar de lado por não sintonizarem mais comigo (a pessoa está em permanente mudança), mas se curtiu, clica aí no coraçãozinho verde ou compartilhe que ajuda outras pessoas conhecerem este conteúdo também.