O Brasileiro Cuzão Médio
Carolina Garofani
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Até queria concordar com o lado pitoresco-caricato da história, mas os "cuzões", como tudo no mundo, se apresentam em tipos e graus. Quer dizer, um guatemalteco poderia relatar um padrão parecido (certamente com outro nome) e criticar, estigmatizar e reforçar o complexo idiossincrático do seu "povo", ainda que em termos falaciosamente generalistas, associados ao nacionalismo quase como um traço genético. Um suíço, em diferentes termos, também. Cada um deles batendo mais ou menos forte, deixando ou não a retórica reinar, e daí por diante. Sou capaz, enfim, de apreciar o ensaio antropológico elementar, mas rejeitar solenemente a tese, já que não há, nunca houve e talvez nunca haverá na nossa espécie uma "nação de queridões".

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