OSCAR

FILME

Previsão: La La Land

Meu favorito: Moonlight

Menções pra lá de honrosas não indicadas: Animais Noturnos e Eu, Daniel Blake.


  • Arrival (A chegada)

A Chegada mantém a tendência dos últimos anos de haver uma grande ficção científica cosmológica entre os melhores da temporada, a exemplo de Gravidade, Interstellar e The Martian. Aqui, porém, a ação transcorre na Terra, depois do primeiro contato entabulado por uma nave alienígena.

A professora de Linguística Louise Banks, interpretada por Amy Adams — estranhamente ignorada pela Academia –, é convocada pelos militares para auxiliar na comunicação com os visitantes. Aí reside a originalidade do filme. Desde os primórdios do cinema têm-se narrado histórias sobre o Espaço, mas nunca antes a Linguagem foi o foco de abordagem.

Se o filme discute a forma de comunicação entre as distintas civilizações, ao descortinar o intrincado processo de trabalho da linguista, também e ao mesmo tempo se vale da manipulação da própria Linguagem Cinematográfica. Assim, ao passo em que a comunicação alienígena vai sendo compreendida, a Forma do filme, bastante peculiar, vai sendo revelada. O roteiro, a direção de Dennis Villeneuve e a montagem trazem notável interdependência com a história narrada, brincando com o tempo da narrativa, abusando do efeito Kuleshov, alterando o alcance das informações por parte dos seus personagens, tudo isso conforme nos damos conta da natureza da comunicação dos aliens.

Se o filme peca em algum aspecto, é justamente pelas dificuldades inerentes ao fato de que o ser humano ainda não fez qualquer contato com uma civilização alienígena inteligente. Desta forma, a explicação da motivação dos visitantes para realizar a aproximação com a Terra e a resolução do quebra-cabeça pela protagonista não satisfazem, ao menos para o meu gosto pessoal, o desejo do expectador de receber uma conclusão sem pontas soltas, e dificilmente haveria como fazê-lo, dado o ineditismo da situação. Seria como escrever sobre um título mundial do Palmeiras…


  • Fences (Um Limite Entre Nós)

Fences é uma história ambientada na década de 50, a respeito de um lixeiro de meia idade que luta contra diversos demônios, como as discrepâncias de tratamento entre negros e brancos no Departamento Sanitário, a frustração por não ter podido virar um esportista profissional, as dificuldades inerentes a um longo casamento, a inabilidade no trato com os filhos, decorrentes da experiência pessoal com o pai violento e os cuidados que dedica ao irmão deficiente. Seus monólogos algo delirantes, em que trava embate com seres mitológicos como o Diabo e a Morte, permeiam a narrativa. De início, divertem sua mulher e filhos e reforçam a admiração de seu melhor amigo, mas com o tempo pontuam a sua derrocada, em que, sublinhando a metáfora primária da obra, são erigidas diversas barreiras entre os personagens.

Há material suficiente, portanto, para um grande êxito. Contudo, o filme jamais se desgarra de sua origem teatral e falha enquanto cinema. Este projeto pessoal de Denzel Washington, que adaptou a premiada peça de August Wilson (pela qual recebeu um Tony em 2010), traz uma direção pesada e demasiadamente reverente à verborragia da peça. Somente os atores conseguem se destacar, até porque o casal principal é formado por dois dos maiores intérpretes atuais. Denzel, apesar de não entregar aqui o seu melhor, é o único a ameaçar o Oscar de Casey Affleck. E Viola Davis certamente ganhará o prêmio, que a deixará a um Grammy de completar o EGOT.


  • Hacksaw Ridge (Até o Último Homem)

Mel Gibson conseguiu fugir do ostracismo e retornou triunfalmente à direção depois de um hiato de cerca de uma década, e o fez com esse que é um dos melhores filmes de guerra dos últimos anos.

Hacksaw Ridge (nome da cordilheira no Pacífico onde se travam as batalhas da película) traz a história real de um soldado americano que professa a fé das Testemunhas de Jeová. Ocorre que, muito embora as Testemunhas já sigam escrupulosamente uma série de preceitos estritos, muitos deles pouco razoáveis, o protagonista Desmond Doss é ainda mais radical, recusando-se inclusive a tocar em armas de fogo, o que representa evidente dificuldade para um militar em guerra.

A primeira parte do filme traz o alistamento do jovem e o treinamento para o combate. No ponto, as semelhanças com a introdução de Nascido para Matar, de Stanley Kubrick, garantem bons momentos e até um certo alívio cômico, principalmente pela participação de Vince Vaughn como o sargento responsável pela instrução dos alistados.

Já a parte final nos presenteia com a quintessência do cinema de Gibson: obsessão, violência, martírio e o bom e velho maniqueísmo. O adversário, na obra do diretor, não é um indivíduo complexo como seus protagonistas, mas sim um ser mau e incapaz de redenção. Os japoneses aqui, assim como os ingleses em Coração Valente e os judeus em A Paixão de Cristo (e na sua vida pessoal), são desumanizados e capazes das mais ignominiosas ações. O que se segue é uma sinfonia de mortes, sangue e membros amputados, num cenário caótico em que o pacífico Desmond tenta atuar sem trair seus princípios.

Trata-se do filme favorito dos que a esquerda liberal americana mais sem senso do ridículo convencionou chamar pejorativamente de meat eaters.


  • Hell or High Water (A Qualquer Custo)

Hell or High Water é meu tipo de filme. Remonta à melhor época do cinema americano, fim dos anos 60 e início dos 70, com a consagração do anti-herói. A fita traz a história de dois irmãos que planejam assaltar pequenos bancos no interior do Texas, bem como a dos policiais que os perseguem. Narrativa simples, direta e sem firulas, habilmente desenvolvida pelo diretor escocês David Mackenzie, que não se apressa a apresentar as motivações das duplas antagonistas, deixando que a personalidade dos seus personagens se revele gradual e organicamente.

O cenário em que se passa a trama não deixa de ser um aspecto essencial da mise-en-scène. As cidades quase fantasmas que são percorridas na película são reflexo da economia americana, generosa com o sistema financeiro. Neste aspecto, os diálogos da dupla de policiais (um, típico herdeiro da cultura do cowboy, o outro, descendente de índios e mexicanos) desvelam a amarga ironia de que os herdeiros do Destino Manifesto tomaram as terras dos nativos apenas para entregá-las, depois de pouco mais de um século, aos bancos.

O elenco entrega atuações inspiradas, mas é Jeff Bridges quem brilha no papel do policial em vias de se aposentar. O veterano ator reproduz o jeito de falar do texano, tanto na cadência como no sotaque, com tal propriedade que é difícil acreditar tratar-se de um californiano.


  • Hidden Figures (Estrelas Além do Tempo)

O trio de protagonistas de Hidden Figures — em geral, coloco os nomes dos filmes no original, muito porque nem sempre recordo a tradução dada no Brasil, mas aqui o faço diante da atrocidade do título em português — é o ponto alto deste que é o mais convencional dos indicados. Taraji P. Henson, Octavia Spencer e Janelle Monáe conduzem a história de três “computadoras” negras na NASA à época do início das viagens espaciais tripuladas, com as dificuldades decorrentes do segregacionismo ainda vigente na sociedade americana da década de 60.

Numa época em que a questão negra é mais uma vez a mais debatida na cena das premiações, desde o fenômeno do Oscars so white, o filme sofre com um certo patrulhamento sobre o que é escrito sobre a obra. Basta entrar em qualquer portal de cinema para verificar que a maior parte das críticas foca em aspectos exógenos ao filme, como apropriação cultural, empoderamento feminino, condescendência branca etc. Chegou-se ao ridículo de afirmar que o filme se destaca “por não apostar no vitimismo”. É evidente que, ao se esquecer do filme em si para analisar aspectos que lhe são intangíveis, rebaixa-se a arte a mero panfleto. Bem, funcionou contra O Nascimento de uma Nação e a favor de 12 Anos de Escravidão

O que não significa dizer que o racismo não deva ser mencionado, justamente porque é um aspecto intrínseco à história. O antagonista das heroínas é o racismo, personificado na obra pelas figuras um tanto quanto caricatas colocadas no caminho de cada uma delas. O roteiro é preguiçoso não apenas por isso. As cenas em que a genialidade matemática da personagem principal se sobressai são mais marcantes por caracterizarem o séquito de cientistas na sala como patetas, o que certamente violenta a realidade. Para transmitir a ideia de que a mulher desempenhou papel crucial na viagem espacial não seria necessário diminuir a atuação dos demais envolvidos.

Não se trata, em absoluto, de um filme ruim. A força da história (real) suplanta os equívocos do script e, conjugada com a excelente produção de época, uma boa fotografia e interpretações marcantes, não vai deixar ninguém sair do cinema sentindo-se roubado. Se muito, haverá os que criticarão o vitimismo, a apropriação cultural ou qualquer outra bobagem.


  • La La Land (Cantando Estações)

Ao contrário dos últimos anos, não há nenhuma dúvida sobre qual será o vencedor do Oscar de melhor filme. La La Land passou como um rolo compressor e ganhou praticamente todos os prêmios relevantes da temporada. Suas 14 indicações empatam o recorde anterior (dividido entre A Malvada e Titanic). E a razão de tanto louvor é simples: trata-se de uma homenagem ao Cinema, em geral, e à cidade de Los Angeles, em particular, de modo que fala ao coração da imensa maioria dos votantes da Academia. É um dos maiores filmes de todos os tempos? Não. Mas não tem como perder, e ainda deve arrebatar, na base da inércia, a maior parte dos prêmios técnicos, mesmo que não mereça alguns deles.

A homenagem a Los Angeles já surge no início da projeção, com um número musical passado no que é um dos maiores símbolos da cidade: o engarrafamento (para quem não conhece o trânsito de lá, imagine que alguém transportou todo o tráfego do Rio de Janeiro para as ruas de São Paulo numa sexta às 18:00). Sim, La La Land é um musical e não se envergonha de ver seus protagonistas interrompendo um diálogo para irromper em uma canção sobre o que conversam. Mas toma o cuidado de não afastar todo o público avesso ao gênero ao maneirar na quantidade de vezes em que isso acontece.

O jovem diretor Damien Chazelle (32 anos), em seu segundo filme, repete alguns temas de seu filme de estreia, o magnífico Whiplash. De novo, temos um protagonista obcecado pelo jazz. Houve quem criticasse o filme por enxergar na obra a tentativa de um homem branco de salvar um gênero musical criado por negros. Esse olhar obtuso, a par da insuportável repetição do discurso de apropriação cultural, revela uma incapacidade de compreensão do filme, que não é sobre um homem que tenta salvar o jazz, mas sim sobre um individuo obcecado por uma ideia.

São nos aspectos técnicos do filme que a nostalgia dos musicais mais se revela. A começar por ser filmado em Cinemascope numa razão de aspecto de 2.55:1 (repare pela compressão da tela e pelas faixas pretas em cima e embaixo que as salas de cinema atuais não estão bem preparadas pra isso). A montagem também se inspira nos padrões dos musicais clássicos, com suas lentas fusões. A fotografia se utiliza fundamentalmente de cores primárias e secundárias chapadas, mudando habilmente suas tonalidades conforme o ambiente e o horário. Utiliza-se, também, um recurso típico do teatro musical consistente em iluminar o ator a cantar e jogar o restante do cenário em sombras, o que prepara o espectador para as cenas musicais. Os cenários e os figurinos complementam o trabalho de fotografia, conferindo à obra um visual próprio e marcante. E, nesse universo de cores, não se poderia deixar de mencionar os grandes olhos verdes da protagonista vivida por Emma Stone, favorita ao Oscar de melhor atriz e que parece ter nascido para esse papel.

O roteiro, apesar de ser o favorito em sua categoria, me parece sofrer com a falta de conflitos. Qualquer aula básica sobre roteiro informa que o realizador apresenta os personagens e seus desejos/objetivos e, depois, introduz uma série de conflitos, de oposições, para que a trama se desenvolva. Muito embora isso seja uma verdade apenas para o cinema clássico hollywoodiano, e haja uma enorme quantidade bons exemplares a contrariar esses dogmas, para um filme que se pretende uma homenagem à Era de Ouro do cinema americano faz falta uma boa dose de obstáculos. Em La La Land, o fiapo de conflito parece ter sido introduzido apenas para justificar o bonito e agridoce tom do final (que, sim, chega com uma gloriosa legenda de “The End”, como se fazia antigamente).


  • Lion (Uma Jornada para Casa)

Lion é um dos mais fracos entre os indicados. O início, passado na Índia, é até razoável, mas a parte australiana traz tantos defeitos que é impossível não lamentar a opção dos realizadores de focar no trecho interpretado por atores consagrados.

O que une as duas partes do filme é a deslumbrante fotografia de Greig Fraser, que, apesar de ter ganhado o prêmio do Sindicato dos Cinematografistas, deve perder o Oscar para Linus Sandgren, de La La Land. Outro ponto alto é a trilha sonora, também indicada.

O bom trabalho do diretor estreante Garth Davis é prejudicado pelo roteiro formulaico. Dev Pattel, que interpreta o menino perdido na idade adulta, simplesmente fica enlouquecido pela ideia de encontrar sua família biológica ao buscar uma cerveja na cozinha numa festa (não darei maiores detalhes para evitar spoilers). A partir daí, sua busca envolve montar um painel num quadro, igualzinho ao que se convencionou fazer para demonstrar a obsessão de qualquer personagem em seriado policial. E pior: envolve passar os dedos aleatoriamente no trackpad de um computador logado no GoogleMaps.

A caracterização de personagens na vida adulta do protagonista é desleixada. Nicole Kidman, por exemplo, no papel da mãe adotiva, é caracterizada em 1987 como uma espécie de tia velha e, 25 anos depois, está mais bonita e sem grandes sinais de envelhecimento.

Preparem-se também para uma constrangedora cena de inspiração em Bollywood e descubra no final, quase nos créditos, o motivo do nome do filme…


  • Manchester by the Sea (Manchester à Beira-mar)

O fã de futebol desavisado que vai ao cinema assistir Manchester by the Sea logo se frustra ao não encontrar qualquer referência aos reds ou aos citizens. É que a cidade em questão não é a famosa da Inglaterra, mas sim uma pequena cidade litorânea em Massachusetts, costa leste americana.

Nesse cenário transcorre a história do zelador vivido por Casey Affleck, que retorna à sua cidade natal para enterrar o irmão e cuidar de seu sobrinho adolescente. Como se percebe por esse esboço de sinopse, trata-se de um pesado drama sobre luto e sobre como se lida com perdas. Entretanto, apesar da temática grave, o filme não resvala no dramalhão, já que o roteiro é suficientemente maduro para escapar de monovalências e introduz elementos de humor e leveza mesmo nos momentos mais tristes.

O roteiro é assinado pelo próprio diretor Kenneth Lonergan, cuja obra bissexta, constituída de apenas três filmes (entre os quais o ótimo You Can Count on Me, de 2000), é profundamente calcada nas relações familiares. O desenvolvimento de personagens é notável. Não há sequer um indivíduo na obra que não seja retratado com complexidade. Talvez por isso três dos atores tenham sido indicados nas várias categorias de atuação do Oscar. Michelle Williams entrega mais uma atuação forte, apesar do papel pequeno. O garoto Lucas Hedges vive com competência o papel do adolescente que equilibra ao mesmo tempo as incertezas decorrentes da morte do pai e a administração de um cômico relacionamento com duas namoradas. E há a atuação magistral de Casey Affleck. O papel principal do longa parece ter sido escrito para a própria persona do irmão mais novo do Ben Affleck, com seu constante semblante lúgubre que já muito se criticou em outros papéis ao longo dos anos. É franco favorito a receber a estatueta de melhor ator.

Há que se destacar, ainda, a trilha sonora elegante, a fotografia inteligente, que diferencia as cenas do passado e do presente, e a montagem, absurdamente ignorada na lista de indicados ao Oscar.


  • Moonlight (Sob a Luz do Luar)

Moonlight, assim como Fences, tem origem no teatro. Mas as semelhanças terminam aí, porque o filme de Barry Jenkins é um verdadeiro poema visual, embora extraído de uma história essencialmente árida.

O roteiro acompanha o jovem Chiron em três momentos da vida: a infância, a adolescência e o início da vida adulta. O fato de praticamente só haver personagens negros na obra dá conta da realidade ainda atual do gueto nos EUA. Mas, mais do que isso, demonstra um desejo urgente da comunidade negra de se ver retratada em tela com protagonismo. Assim, é admirável que o filme comece, numa espécie de declaração de princípios, com a música “Every nigger is a star”, de Boris Gardiner, um verdadeiro clássico da blacksploitation, sampleada por Kendrick Lamarr no seu recente To pimp a butterfly. As canções incidentais aliás, como também a brilhante trilha sonora original de Nicholas Britell, estão perfeitamente inseridas na trama.

A fotografia compõe o DNA poético da película, com seu foco no tom azul e suas variações para o amarelo e o verde conforme a situação vivida pelo protagonista. Nesse aspecto, mostra-se todo o cuidado do design de produção e dos figurinos, que também se valem dessas tonalidades nos momentos necessários. A câmera inquieta conduz essa sinfonia orquestrada por Jenkins, que demonstra um domínio da arte como há muito não se via. O diretor extrai do seu elenco jovem desempenhos que só podem ser descritos como sensacionais.

E o melhor é que toda essa demonstração de técnica não é vazia, mas serve ao propósito de levar à tela um conto tematicamente profundo sobre crescimento, responsabilidade, compaixão, adaptação ao meio, isolamento, autoconhecimento e sexualidade. O filme é, enfim, queiram ou não, um retrato maduro sobre a masculinidade no mundo atual.


DIRETOR

Previsão: Damien Chazelle (La La Land)

Meu favorito: Barry Jenkins (Moonlight)

ATOR

Previsão: Casey Affleck (Manchester by the Sea)

Meu favorito: Casey Affleck (Manchester by the Sea)

ATRIZ

Previsão: Emma Stone (La La Land)

Minha favorita: Natalie Portman (Jackie)

ATOR COADJUVANTE

Previsão: Mahershala Ali (Moonlight)

Meu favorito: Jeff Bridges (Hell or High Water)

ATRIZ COADJUVANTE

Previsão: Viola Davis (Fences)

Minha favorita: Viola Davis (Fences)

ROTEIRO ORIGINAL

Previsão: Manchester by the Sea

Meu favorito: Hell or High Water

ROTEIRO ADAPTADO

Previsão: Moonlight

Meu favorito: Moonlight

ANIMAÇÃO

Previsão: Zootopia

Meu favorito: Minha Vida de Abobrinha

FILME ESTRANGEIRO

Previsão: O Apartamento

Meu favorito: Toni Erdmann

MONTAGEM

Previsão: La La Land

Meu favorito: Hell or High Water

FOTOGRAFIA

Previsão: La La Land

Meu favorito: La La Land

DIREÇÃO DE ARTE

Previsão: La La Land

Meu favorito: Fantastic Beasts and Where to Find Them

FIGURINOS

Previsão: Jackie

Meu favorito: Jackie

MAQUIAGEM

Previsão: Star Trek

Meu favorito: -

TRILHA SONORA

Previsão: La La Land

Meu favorito: La La Land

CANÇÃO

Previsão: City of Stars (La La Land)

Meu favorito: City of Stars (La La Land)

EDIÇÃO DE SOM

Previsão: Hacksaw Ridge

Meu favorito: Hacksaw Ridge

MIXAGEM DE SOM

Previsão: La La Land

Meu favorito: Hacksaw Ridge

EFEITOS VISUAIS

Previsão: The Jungle Book

Meu favorito: Rogue One

DOCUMENTÁRIO

Previsão: OJ: Made in America

Meu favorito: I Am Not Your Negro

DOCUMENTÁRIO EM CURTA METRAGEM

Previsão: The White Helmets

Meu favorito: Extremis

CURTA METRAGEM

Previsão: Sing

Meu favorito: Timecode

ANIMAÇÃO EM CURTA METRAGEM

Previsão: Piper

Meu favorito: Piper