Cena de sexo
Ah, como me traumatiza quando estou na companhia de um parente, procurando algum entretenimento fácil e barato para diluir e dispersar a concentração do dia, aliviar os penosos esforços da vida diária dos tempos modernos… E quando eu menos espero, PLAU! Cena de sexo na minha cara. Vejam bem, não estou dizendo que o sexo não possa ser lúdico, divertido, importante para uma narrativa. Mas o caso aqui é outro.
Que perversa e audaciosa mente consegue ter descanso depois de ser inundada por imagens eróticas dos pais? Nos resta aquela velha arma, nossa carta na manga: Desfetichizar os pais. Tadinhos, não podem nem falar sobre sem causar constrangimento nos jovens do recinto. É como um feitiço pronunciando, que abala a mocidade e deixa em estado catatônico a todos que alcança.
Eu fui vítimas de coisas escancaradas. Meu pai do lado e Game of Thrones passando na TV. Já deu pra imaginar, né? Eu não sabia se viria dele uma piadinha ruim (especialidade, à moda dos pais), ou se ele iria me lecionar sobre, ou o que quer que fosse. Todas variáveis pareciam igualmente dolorosas. No fim, ele só não falou nada mesmo. Talvez o terror que me permeia, quem sabe, possa até ser hereditário!

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