21 de Maio de 2016

Uma manhã 
Depois da estrada
Caminhando pelo centro da Selva de Pedra
Ao lado da minha amada
Observando os prédios da cidade
Os moradores de rua, sofrendo com frio e a poluição.
Em meio isso tudo, minha amada fez uma comparação…
Dizendo que:
Os pombos ocupam o céu
Assim como os moradores de rua ocupam o chão 
Pensei bem, ela tinha a razão!
Ao pensar sobre isso, vi que existem muito mais semelhanças…
Os moradores das ruas e pombos vivem com esperança 
Esperança de cada dia conquistar alimentação,
Não sabem onde irão dormir, se é embaixo da ponte ou em cima de um papelão.
Os dois têm fome, de barrigas vazias buscando comida.
Nas ruas, calçadas e avenidas.
Os dois têm falta,
De banho, higiene pessoal.
Mas quem liga, já que não é com nós.
Então ta tudo normal?
Os dois têm olhos,
Que olham os mesmos tipos de coisas
A diferença é que os pombos contemplam o céu,
E do céu contemplam a cidade,
Mas são tratados iguais e separados pela desigualdade…
Nesse ponto minha amada ficou inquieta e chegou a uma conclusão 
De como cada ser desses chegaram nessa situação,
Ela me falou então:
Os pombos já nascem nas ruas por meio de reprodução natural,
Os mendigos nascem em camas de clínicas de hospital.
Talvez pro humano seja bem mais difícil,
Pois é esquecido pela família, por causa de vícios,
Abandonado na praça como se fosse um lixo,
Enquanto os pombos observam tudo, e por serem “irracionais” não fazem isso.

Antes de tudo muito amor
Pra quem tiver em reflexão constante
Sabendo olhar e se colocar no lugar do seu semelhante.
Essa é ótica de rua que enxergamos naquele dia
E você que está lendo, já enxergou em si algum tipo de empatia?

Marcelo Ronald

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