Eu geralmente me questiono muito sobre isso quando entro em contato com crianças.
Ana Paula Fernandes Ventura
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Poxa, agradeço demais pelo comentário. Realmente, é muito lindo ver a preocupação com o presente nos olhos e palavras de uma criança. A conversa vai e flui e vamos descobrindo coisas antes aparentemente muito triviais. Fico até surpreso. O olhar ainda livre de estereótipos preconceituosos é realmente muito bonito de notar. Talvez um tipo de olhar que melhor lide, naquele momento, com as contradições tão inevitáveis da nossa vida e relações. Simplesmente as coisas são assim e tudo bem.

Acredito que o estranhar do aparente familiar e a assimilação do estranho (numa vibe talvez bem antropológica) talvez seja um exercício importante para nós, em especial em momentos tão caóticos. Penso que é algo que de alguma forma perdemos, nosso encantamento de mundo se dissolve e dá espaço a uma outra lógica de ser, consumir e olhar, pouco aberta a outras complexidades.