Conceito de força e a força corporal

Do ponto de vista mecânico e físico, força é definida como a medida do instante da interação entre dois corpos. A força manifesta‑se de duas maneiras: ou o corpo é movimentado/deslocado ou deformado. É possível reconhecer a força pela influência na aceleração de uma massa. Quando não há aceleração, não há produção de força ou existe uma força de reação igual e em oposição (terceira lei de Newton). Ela é caracterizada por: a) magnitude; b) direção; e c) ponto de aplicação. A força é uma grandeza vetorial, constituída por certa medida de ação mecânica num ponto material ou contatos entre corpos ou campos. O vetor da força é medido em quantidade.

As forças que atuam no corpo podem ser divididas em externas (gravidade, atrito e impacto com o solo ou outros objetos externos, determinando uma força de reação) e internas (peso, força produzida pelos músculos e forças geradas pela ação muscular) em conjunto com uma força externa — por exemplo, a propulsão do corpo na marcha, que é a aceleração do corpo pela ação muscular somada ao atrito do pé com o solo, sob a constante ação da gravidade.

Nossos corpos estão constantemente sujeitos à ação de forças de diversas naturezas. Enquanto nossa massa corporal reage à gravidade que nos atrai para o centro do planeta, os músculos empregam a energia vital neles depositada para se locomover pelo espaço. Nossa anatomia, portanto, organiza‑se numa interação com a força da gravidade agindo sobre a massa das partes do corpo, contra a qual reagimos, bem como com a aceleração dos segmentos corporais que acontece nos deslocamentos. Ao agirem sobre o nosso corpo e tendo como referência o solo, durante um movimento os vetores de força percorrem um trajeto que pode se estender do contato do pé com o chão até a cabeça, passando pelas mãos e por outras partes.

O trabalho da força dinâmica fundamenta‑se justamente nesse fluxo ininterrupto, nessa correlação orgânica de forças sobre o corpo humano em movimento. Todo gesto motor implica uma complexa relação de forças. Na execução de movimentações habituais e costumeiras, como é o caso do caminhar, o sistema nervoso elabora determinados programas motores para controlar de modo econômico as inevitáveis repetições. Desenvolvemos, portanto, um padrão de coordenação motora e de fluxo de forças para governar cada nova execução.

No entanto, mesmo sempre se repetindo, essas ações envolvidas no ato de caminhar acontecem de maneira diferenciada em cada lado do corpo, no que se refere a tempo consumido, tensão muscular e desenho da trajetória. Ou seja, enquanto um dos lados sustenta e propulsiona o corpo, apoiando‑se no solo, o outro se desloca no espaço, mantendo no ar o membro inferior até que este também se apoie no terreno.

A inevitável reação do corpo a essas repetições de carga constitui‑se no que chamamos de adaptação dos tecidos corporais (músculos, ossos, cartilagens, ligamentos, nervos e pele) para suportar o trabalho realizado. A relação entre a capacidade de adaptação das células dos tecidos e a força aplicada no corpo poderá ocasionar reações saudáveis ou patológicas. Por exemplo, a aplicação de forças sobre músculos, articulações e ossos que não estejam preparados para receber determinada carga pode provocar fadiga e lesões.

O trabalho da força dinâmica procura justamente promover relações melhores e mais saudáveis entre os tecidos e as forças neles aplicadas.

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