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Vinte anos atrás, uma jovem curiosa, criativa e sonhadora

Muito cedo, lá pelos doze anos de idade, eu já sabia que queria trabalhar com palavras. Apaixonada por literatura, queria escrever, revisar, editar. Porém, apesar da decisão precoce, meu caminho não foi em linha reta. Curiosa demais, sempre tive muitas paixões. Assim como a literatura, a fotografia também me acompanha há muito tempo. Quando ganhei meu primeiro computador, descobri o design gráfico e fiquei encantada. Sem falar das teorias: filosofia e história da arte sempre fizeram meu coração bater mais forte.

E tudo isso acabou fazendo parte do meu caminho: pensando na escrita, entrei para a faculdade de Comunicação —…


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Livro: Sobre Fotografia (On Photography), de Susan Sontag

Há alguns anos, quando fazia faculdade de Comunicação, uma professora trouxe para a aula um trecho do livro Sobre Fotografia, da Susan Sontag e indicou que lêssemos o livro inteiro. Eu não li.⁣

E essa foi só a primeira vez. Nos últimos 20 anos, foram inúmeras as vezes em que este livro me foi indicado. E agora, finalmente eu li.⁣

Acontece que adorei o livro com a entrevista da Susan para a revista Rolling Stone (escrevi sobre esse livro para o Diário do Rio) e finalmente tive vontade de ler o tão falado — e recomendado — Sobre Fotografia.⁣

O…


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Um híbrido de ensaio e livro de memórias, “Argonautas” leva a gente numa interessante investigação pessoal empreendida por Maggie Nelson sobre diversos assuntos, como casamento, morte, questões de gênero, gravidez, relações familiares.⁣ ⁣ A autora fala sobre experiências marcantes de sua vida, sempre analisando-as com a ajuda de teóricos da psicologia e da filosofia, como Winnicott e Barthes. Sua relação com o marido Harry, uma pessoa de gênero fluido, está presente ao longo de todo o livro. Maggie fala sobre a transformação na vida de Harry, que fazia terapia hormonal, e de sua própria transformação, com a gravidez e o…


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Frase de Maya Angelou

Demorei muito a iniciar a escrita deste meu primeiro romance. Eu pensava em escrever outras coisas, desenvolver outras ideias, mas não conseguia, porque essa história não parava de martelar na minha cabeça, pedindo para ser contada. No início desse ano entendi que enquanto eu não a escrevesse, ela não me deixaria em paz e eu não conseguiria me dedicar a mais nada. Então comecei. No livro “Escrever ficção”, o professor e escritor Luiz Antonio de Assis Brasil diz: “(…) procure uma história que lhe diga respeito, uma que se imponha a você, que não o deixe em paz até que…


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Comecei a escrever um romance no início deste ano. Queria ser uma pessoa disciplinada, que escreve todos os dias, mas precisaria de mais cinco ou seis vidas para evoluir a este ponto. Quando a quarentena começou, pensei: “Bom, vou ficar mais tempo em casa, agora esse romance sai.” Doce ilusão. Até o início dessa semana só havia conseguido escrever duas vezes nesses dois meses de confinamento. Escrevia outras coisas, mas o romance, nada. Li no livro “O amanhã não está à venda”, do Ailton Krenak, que devemos parar de deixar as coisas para depois, pois não sabemos se estaremos aqui…


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Se alguém te contratar para um trabalho no qual você vai ficar isolado com a sua família num hotel distante de tudo, onde ninguém chega e ninguém sai, durante todo o inverno… Não vá. Ele foi.

Eu nunca assisti ao filme, nem tinha lido o livro, por medo. Sério. Via tanta gente dizendo que o livro era assustador, que mesmo já tendo na minha estante há bastante tempo, nunca me atrevia a iniciar a leitura. Quando eu era adolescente, estava lendo Assassinato no Expresso do Oriente, da Agatha Christie e, sem conseguir largar, entrei pela madrugada lendo até terminá-lo. Resultado: deitei na cama, me cobri todinha e cadê que conseguia dormir? Fiquei morrendo de medo que [alerta: spoiler] várias pessoas entrassem no meu quarto para me matar.

Acontece que o escritor Tiago Novaes anunciou que iria…


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Em “Como escrever bem”, o escritor e professor William Zinsser (1922–2015) discorre, de forma clara e com muitos exemplos, sobre as técnicas e desafios para a boa escrita de um texto de não ficção.

O autor deixa claro que a escrita de um bom texto não é tarefa fácil, mas que com empenho e trabalho (escrever e reescrever), é possível realizá-la.

Zinsser ressalta a importância da simplicidade na escrita; fala sobre excessos, estilo, unidade, entre outros elementos da boa escrita. Destaca também alguns gêneros da não ficção: entrevista, literatura de viagem, memórias.

Um ótimo livro de cabeceira para quem deseja…


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Foi num passeio pela livraria que vi pela primeira vez o livro “Mulheres e Deusas” e logo fiquei encantada com a capa, que achei muito bonita. Depois, lendo a sinopse, não resisti e comprei. Comecei a ler já no ônibus, voltando para casa.

Renato Noguera, o autor, é doutor em filosofia e pesquisador do Laboratório de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Leafro) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). …


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Ele sempre quis ser desenhista. Nasceu com o dom, assim como acontece com os melhores. Desde pequeno pintava com tudo, aquarela, guache, canetinha, lápis de cor, de cera, pastel. Gostava de desenhar pessoas, mas logo desistiu delas, porque nunca ficava satisfeito. Mesmo os autorretratos o desapontavam. Não tem alma, ele dizia ao terminar. Passou a desenhar borboletas, porque elas tinham muitas cores. Cresceu e virou um especialista nelas. Conhecia todas as espécies e seus matizes, cada detalhe, era um apaixonado.

Certo dia, acordou cedo como de costume, mas quando abriu os olhos percebeu que havia algo diferente. Não soube identificar…


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A encantadora cidade de Bruges. [Foto: arquivo pessoal]

Durante a adolescência eu li muitos livros da Agatha Christie. E, como todo mundo que lê as obras da dama do crime, virei fã do seu personagem mais famoso, o detetive belga Hercule Poirot. O personagem fazia questão de corrigir qualquer um que dissesse que ele era francês. Non, non, apesar de falar francês, ele era belga.

Mesmo fã de Poirot, eu nunca havia realmente parado pra pensar sobre a Bélgica. Meu sonho sempre foi conhecer a França, minha paixão era Paris. A Bélgica era, para mim, um lugar muito distante, feito, sei lá, a Groenlândia, que eu provavelmente nunca…

Márcia Silveira

Designer, fotógrafa, escritora e revisora. Pós-graduada em História da Arte. Estudante de Filosofia. Escrevo sobre livros no jornal Diário do Rio.✍🏽📖

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