Hoje. Amanhã.

Tem horas que parece que está tudo bem. Mas não. Nunca está “tudo bem”. Ela está sempre lá. De prontidão. E se a gente vacila um pouquinho só, ela se instala.

É que cansa. Essa vigília todo dia, toda hora, o tempo todo, cansa bastante. Cansaço mental também, mas eu falo é do cansaço físico mesmo.

E, pelo jeito, não tem uma solução definitiva. É um caminho. Um dia, depois outro, depois outro, depois outro, depois outro.

(Mas, e se, na verdade, não for nada disso? E se for tudo uma grande alucinação? Faria diferença?
Não, não faria.)

Foco. O objetivo agora é sobreviver ao hoje, da melhor (ou da ‘menos pior’) maneira possível.

Banho ajuda. Bichos ajudam. Escrever ajuda — e eu descobri isso há bem pouco tempo. Escrever e publicar aqui ainda não sei se ajuda. Isto é um teste.

Ficarei bem. Hoje já era, mas amanhã já é logo ali. Ainda bem.