O caminho de ir

Pegue o caminho da ida que tempo é coisa que não volta. Se voltasse, que fosse em 2017. Começou desafiando, cantando uma cantiga interessante, caminhei, caminhei até achar lugar; 2017 foi descoberta, aprendizado e desafio. Foi escolha e mudança; foi meta e realização. Há quem diga que foi estranho, que foi longo, que foi difícil: eu digo - AGRADECIDA! Logo eu que nunca entendi essa coisa de tempo, que nunca me apeguei ao calendário, ao relógio e que, quando criança, demorou muito pra aprender as horas; logo eu que sempre estive fora do tempo, e que, ou se atrasava, ou se adiantava pras coisas, pras fases, pros compromissos... Hoje, eu consigo olhar para trás com mais liberdade e sentir que todos os anos que passaram, na verdade, compõem uma longa escada, e que cada degrau que eu subi até aqui foram importantes para eu me tornar sempre alguém melhor. Eu não sou nada, eu ainda estou me transformando, e o que eu quero é apenas ser melhor para mim mesma, ser capaz de tolerar com paciência e sabedoria os meus dias ruins, e ser sempre agradecida pelos dias felizes. 2017 me mostrou isso e milhares de coisas que eu não sabia e agora sei, que eu não enxergava e agora vejo. Talvez eu tenha falhado mais do que acertei, mas aprendi na medida que falhei. E o melhor é que hoje eu não sei de tudo, e nunca saberei. O melhor é o que eu ainda vou aprender. A gente é o que faz, e o nosso corpo é o nosso templo. Eu vivi tudo no tempo que o meu coração determinou e que Deus consentiu. Eu sou só gratidão por tudo e estou pronta para aprender muito mais. Eu estou subindo a escada de ir.

Haia Saer
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