Ainda dá tempo de voltar atrás. Ainda há tempo para construir tudo de novo.

Ainda dá para acreditar com força genuína, mesmo que o ambiente externo seja o de um filme que você já viu cem vezes.

Ainda há espaço para saciar a sede de quem nunca teve uma oportunidade verdadeira de beber da coragem.

Ainda dá para ser ridiculamente piegas, sentimental-idiota por excelência, pois ainda não inventaram o remédio que cure uma velhice amarga e cheias de recordações do que poderia ter sido mas não foi — o que é óbvio, mas nem por isso fácil.

Ainda há tempo para reconhecer que a inteligência, a habilidade, a técnica, destreza, a astúcia, a rapidez, a forma, a criatividade, o refinamento, o conhecimento e a beleza nunca foram os protagonistas nas melhores biografias da história, como jamais serão.

Ainda dá tempo de valorizar o que definitivamente faz diferença na vida, de mudar o propósito, a atitude, a visão, o julgamento, a realidade. Ainda há tempo para produzir uma nova realidade.

E sempre dá tempo pra tentar outra vez.