A boca fala do que o coração está cheio

(Este texto foi publicado originalmente no final de dezembro de 2015)

Gosto da Bíblia. Não que eu a entenda — e aí não vai nenhuma heresia, por favor — como a Palavra definitiva de Deus. Teve muitas mudanças, alterações e conluios ao longo dos anos que adaptaram as escrituras aos gostos e vontades muito mais dos homens do que do Espírito Santo.
E aí agora cedo, vi no Bom Dia Rio uma das repórteres desejando mais amor a partir de um versículo bíblico. Disse ela: “a boca fala do que está cheio o coração”, se remetendo a Mateus 12:34, quando Jesus teria dito:

Raça de víboras! Como podeis falar coisas boas, sendo maus? Pois a boca fala do que está cheio o coração.

A fala de Jesus tem outras referências na própria Bíblia, começando em Provérbios 16:21:

O sábio de coração é considerado inteligente; quem fala com equilíbrio tem o poder de convencer os outros.
22: O entendimento é fonte de vida para aqueles que o possuem, mas a insensatez traz castigos aos tolos.
23: O coração do sábio ministra à sua boca, e seus lábios são hábeis para o ensino.
24: As palavras agradáveis são como um favo de mel, são doces para a alma e revigoram a saúde e a alegria de viver.…

Depois em Salmos 37:30:

A boca do justo proclama a sabedoria, e sua língua anuncia o direito.

O interessante aí pra mim é ver que Jesus bebia de outras fontes, entendia os mestres do passado como uma referência para entender o seu presente e projetar o futuro. Jesus, o visionário, (reparem bem, falo de Jesus enquanto homem e não do Cristo já Divino) entendeu que não dá para passar por este mundo sem buscar o entendimento da alma do homem que habita neste mundo. E daí um dos seus muitos méritos.

Então seguindo o exemplo Dele, bebo do meu passado, entendo meu presente e projeto o meu futuro. 2015 foi um ano pra refletir. Mas que ano não o é? Que venha 2016! E que das nossas bocas possam sair, sempre, palavras de amor que sejam o reflexo dos nossos corações. Um Feliz 2016.

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