A Evolução da espécie


Hoje, início de madrugada, enquanto cuidava do jardim (hábito que adiquiri ultimamente), peguei-me pensando um pouco sobre a vida e o que representamos dentro dela.
Enquanto observava as gotinhas de água escorrerem de uma folha, vendo de que maneira água e planta se harmonizavam, levei meus pensamentos a tudo quanto me havia de referência sobre o sobrenatural e o desconhecido. Me peguei refletindo sobre a nossa pretensa condição de espécie mais evoluída do planeta.
Segundo meus conceitos, evolução significa, num ponto e vista mais espiritual: melhora, amadurecimento, crescimento... e numa visão mais científica poderíamos considerar evolução “adaptação”.
Levando em consideração tais conceitos, não é possível creditar ao homem moderno o título de evoluído. Todas as espécies evoluem no sentido de se adaptarem ao meio-ambiente, a nossa é a única espécie que em vez de evoluir em consonância com as condições oferecidas pela natureza, modifica a natureza e as outras espécies de acordo com suas pseudonecessidades, soterrando em si o dom de se comunicar com a natureza, de fazer parte dela e não algo à parte dela.
Basta nos determos a pequenos seres que estão ao nosso redor o tempo inteiro. Que tal as abelhas? Como elas se organizam, como funcionam socialmente, de que forma o indivíduo age quando algum perigo ronda o coletivo... e o que dizer das formigas, das aves migratórias e tantos outros exemplos? Não precisa fazer um esforço muito grande pra fazer o comparativo conosco. Em termo de sobrevivência, solidariedade, organização nós somos um desastre.
Somos a única espécie que mata além do necessário à sua alimentação. Temos a necessidade de acumular. Vivemos na grande piada cósmica que é a posse. A posse. Essa tola ilusão de que algo no mundo nos pertence. Nada nos pertence. Tudo é. Nada pertence a nada. Simples assim.

Às vezes fico a pensar que na verdade, nós é que estamos na outra ponta da linha evolutiva. Todos os outros caras já aprenderam a “parada”. Apenas nós, ainda não acordamos. Continuamos a olhar a natureza “de fora”. 
Precisamos nos sentir terra, mato, bicho, água...
Bom, se você pensa da mesma maneira que eu, seja bem-vindo(a) ao meu mundo. Se discorda, recomendo-lhe que tire um pouco mais de tempo pra cuidar do seu jardim. Ah, você não tem um? Perfeito! Está na hora de começar.

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