Molon é a melhor saída para o Rio!

Uma via para evitarmos o conservadorismo gospel, os amigos de Eduardo Paes/PMDB e o sectarismo

Na medida em que se aproxima o dia 02 de outubro, a maioria dos eleitores começa a pensar com maior seriedade sobre quem merecerá o seu voto para prefeito e, nos três últimos dias, decidem o nome para vereador. É neste momento crucial que eu queria dar uns pitacos, se você me permitir. Juro que serei breve.

De acordo com as pesquisas eleitorais e com o quadro partidário que temos, formou-se três grande “campos políticos” que poderão decidir o futuro prefeito da cidade.

Marcelo Crivella (PRB) lidera até o momento, de acordo com as pesquisas. Tem fama de “cavalo paraguaio”, já que sempre mostrou dificuldades de conseguir maioria no segundo turno. De qualquer forma, Crivella tem força no eleitorado popular, e em especial, dentro do segmento pentecostal/neopentecostal. É sobrinho do bispo Edir Macedo e, ele mesmo, é bispo licenciado da polêmica Igreja Universal (IURD). Nesse sentido, o apoio de Garotinho (PR) é coerente e reforça a imagem dita “evangélica” (coloco entre aspas porque há evangélicos progressistas e protestantes que discordariam dessa definição, mas não é objetivo meu polemizar sobre isso).

Outro bloco é formado pelo atores políticos que tem relação proximal com o atual prefeito Eduardo Paes. Pedro Paulo (PMDB), Osório (PSDB) e Índio da Costa (PSD) são ex-secretários do atual prefeito, ainda que o escondam ou façam críticas pontuais. Prometem resolver aquilo que já poderiam ter, ao menos, encaminhado enquanto estavam dentro do governo. Caberá ao eleitor decidir se deve ou não dar novas chances a este campo político que conta também com o nome de Jandira (PCdoB), já que a mesma apoiou com entusiasmo a eleição de Paes e seu partido ocupou cargos no governo até pouco tempo.

O terceiro campo é formado pelos candidatos considerados de esquerda ou progressistas. Molon (REDE), Freixo (PSOL) e Jandira (PCdoB-PT) disputam a liderança nesse setor do eleitorado, fazendo ressalva para o fato de que considero mais justo que o PCdoB esteja com o segundo campo, próximo do prefeito Eduardo Paes.

Dos nomes e programas que estão colocados no cenário, Alessandro Molon, da aliança REDE/Partido Verde/MR-8 é, na minha opinião, o melhor candidato no primeiro turno. É no primeiro turno que o eleitor, sem se deixar influenciar por pesquisas ou prognósticos, escolhe o nome/programa que tem maior afinidade. Te ofereço 5 razões para votar em Molon:

  1. Molon é bem preparado para governar. Tem experiência parlamentar que o ajuda a formar maioria na Câmara Municipal — e sem maioria na Câmara, nem pense em ser prefeito, seria um desastre! — e além disso, tem conhecimento de gestão pública.
  2. Molon é progressista, mas não é dogmático, nem sectário. Sabe fazer alianças sem se descaracterizar. No segundo turno, tem melhores chances de ampliar os votos para derrotar qualquer candidatura conservadora (seja ela a de Crivella ou de alguém do bloco do Paes: PP, Osório ou Índio).
  3. Molon tem um programa de governo que combina justiça social, participação popular, transparência na gestão, modernização da máquina administrativa e aliança com empresas privadas orientada pelo interesse público. Ele é capaz de dialogar com o que há de positivo no liberalismo social e na tradição da esquerda democrática. Seu projeto está em sintonia com o século 21 e não com as doutrinas do século 19.
  4. Molon votou contra o impeachment de Dilma por convicção jurídica, mas sabe fazer a crítica do petismo — ele mesmo deixou o PT, como exemplo daquilo que diz e faz. O discurso de Molon não se confunde com a defesa fanática do lulodilmismo — tal como faz Jandira (PCdoB) — e ainda pode agregar muito mais do que a visão estreita que o PSOL tem da política e da institucionalidade. Em outras palavras, Jandira ou Freixo tendem a perder no segundo turno, posto que ambos tem maiores dificuldades de formar maioria eleitoral por conta de um discurso mais sectário e de alcance reduzido.
  5. Dizer que Molon é “ficha limpa” e que jamais se envolveu em episódios de corrupção não deveria ser um critério de voto, mas um procedimento normal de qualquer pessoa pública. Sabemos que não é assim, portanto, destaco esse aspecto ético como mais um ponto favorável ao candidato da REDE.

Estas são as principais razões que me levam a votar em Alessandro Molon. Se ele irá ou não para o segundo turno é, neste momento, uma questão irrelevante. Estamos no primeiro turno, portanto, temos o direito de escolher o melhor. Somente depois, no segundo turno, poderemos votar estrategicamente para derrotar o candidato “A” ou “B” e evitar o pior. Até lá, Molon é a melhor saída para o Rio de Janeiro. Votarei no 18 e convido você a fazer o mesmo.

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