O que eu aprendi participando de um Startup Weekend

Recentemente participei de uma edição do Startup Weekend, que foi realizada em Chapecó/SC.
 
Demorei um pouco digerindo os aprendizados, mas essa semana, lendo um artigo sobre MVP e outro sobre o Research Sprint do Google Ventures me recordei muito sobre alguns aprendizados deste final de semana, que foi tão intenso.
 
Na minha visão, o startup weekend funciona como um Design Sprint, porém acontece em apenas 54 horas, ou até menos que isso.
É um processo de design thinking, bastante intenso e rápido, de muito aprendizado e experimentação e que oferece vários desafios.
 
Tive diversos aprendizados nestes dias, sobre trabalho em time, priorização e sobre saber ouvir os outros, mas gostaria de destacar nesse processo o amadurecimento sobre a minha visão de MVP (Mínimo produto viável), esse conceito tão famoso no mundo das startups, que admite muitas interpretações e visões diferentes.
 
Na visão clássica de Eric Ries, autor do livro Startup Enxuta, MVP: “é um produto com o mínimo conjunto de funcionalidades que permite uma ação e aprendizado sobre os clientes ou usuários” (em tradução livre).

Isso é real, mas o problema é o foco que é dado para o produto, do MVP.

Na vivência durante o Startup Weekend (onde fomos vencedores :] ), somada a minha experiência na criação de produtos e as leituras citadas acima, aprendi que o significado de MVP que precisamos focar é o Main Value Proof (Principal prova de valor).

E o que isso significa? Significa que não precisamos criar um produto necessariamente, produtos geralmente são complexos e tomam tempo, por mais enxutos que sejam, e nossa validação pode acontecer de várias formas, desde ferramentas que simulem a experiência do serviço ou um produto, campanhas de Adwords e landing pages, protótipos de média e alta fidelidade que ajudam na validação e na prova real de uma proposta de valor com os usuários, etc.
 
O importante é testar sua proposta de valor com seu usuário, o mais rápido possível, e assim conseguir validar, aprender e aprimorar sua solução.

Se nossa atenção for direcionada demais para o Produto do MVP (é fácil cair na tentação), estaremos provavelmente gastando um tempo precioso discutindo funcionalidades e perdendo oportunidades ricas de validação e aprendizado com usuários.

Algumas referências:
http://andrewchen.co/minimum-desirable-product/
http://nestholma.com/blog/minimum-viable-product-mvp-useless-jargon-startup-world/
https://library.gv.com/the-gv-research-sprint-a-4-day-process-for-answering-important-startup-questions-97279b532b25
http://www.expressiveproductdesign.com/minimal-viable-product-mvp/