Motocross, trabalho e família

pra ver quem ganha o melhor prêmio de consolação da agência de valores inglesa ou americana Das Kapital falando grosso e colocando o pau na mesa

A tendência é que a clareza ou claridade apareça com o tempo, ao contrário do que apregoam os simpáticos niilistas taciturnos mas sem um plano Positivista. É que com o Tempo aprendemos com os erros a errá-los de forma mais preciosa com a precisão de um relógio quebrado que ainda assim acerta os horários duas vezes ao dia.

humanamente

gerimos uma vida confortável nas escalas glock de valores confessáveis e sonoros para o coelhinho da Páscoa, gerimos, nutrimos um ódio nada secreto que inflama nossas verves cotidianas no trânsito de nossas passadas em riste vidas

inflama vossos ventres dentro de um Titanic Tropical com valores surreais estrambóticos onde tudo e nada podem acontecer e competir entre si

onde eu encontro um firme propósito nos subterrâneos da minha persona fora do tom vigente, mania de perseguição, o que é isso? Que som é esse? Que faz aqui nesse contexto. Ritmo de vagidos sagazes. Ritimo num átimo precursores de um passado brega luz vermelha artificialmente administrada por farmacêuticos neurastênicos O que faz a minha cabeça nessa redoma singular escrita após ou entre uma audição e outra da paranoia relativista eu justificando o fim da banda

escrever mares de odes aos sorrisos

falsificação emulsiva do grotesco em nome dos bois de plantão coptados para uma aula subversiva de manter a lição demanter escrita-submersa cidades psíquicas paralelas e passarelas que anunciam uma nova moda aprenda mais sobre o erro de se dar corda e conta de que vivemos num sistema falido!

Coisas que eu conheço da vida estupefacta realidade ?

Sempre um questionamento viver à intensidade dos fatos correntes ou obnubilado pelos autos haustos dos séculos passados cofiando o pesar em ter que escrever-maldizer a contemporaneidade os amigos de bar, as aventuras amorosas que extrapolaram seus limitados alcances de potência Tudo isso é permitido ao autor pergunta-se

Um grande nó como significado e todos aqueles que jazem a distância que nos torna suportáveis

Encolhimento das estatísticas dos prazeres permitidos e acessíveis

O claustro produz em mim inconsistências e um eterno rame-rame do caralho, excesso de vínculo empregatício ao uso da palavra coercitiva e expressão delação premiada viver no Brasil é uma dose periculosa das dialéticas, das semânticas e das ontologias agraciadas pela transformação gráfica contrastada e a súbita opacidade dos calores tendenciosos de um começo outonal de abril

Faço trinta e três ; já posso ser devidamente crucificado

Tudo é passável e passível

Engraçado povo crer que tudo vai terminar conosco de um modo apocalíptico

Estamos de passagem porém A Linguagem nos ilude

A semântica, a dialética, esses mecanismos todos de procura e achismos

“Eu não estou interessado em nenhuma teoria”

Nos apegamos ao valor de cada significado, de cada símbolo, tudo reunido e posto em ordem para apaziguar os ânimos

Meu problema renitente com poetas é que alguns sacralizam a feitura da linguagem feito designer de interiores, armam as palavras em cavaletes ou numa disposição ensimesmada, feito alguém que decore a tela, adorne com citações e um esqueleto vago cheio de supostos significados e numa presunção eterna de estarem atingindo algum ponto com a entourage imaginária que guia essas pessoas “acertadas” com a voga recorrente ou o modo em voga para dispor palavras num canvas literário.

sobre a mesa sobre mim prazeres pontuados prazeres permitidos

A gula da fabricação de tédio sentido! A luta da combatividade das Classes! Ordem do Capital

eu preciso esquecer quem me ajuizou a somar sempre

Ordem do Natural

eu preciso aprender a me satisfazer sem contar com os afagos ou mimos psicológicos de quaisquer terceiros

Arte é uma escolha problemática porque envolve a noção de que a vida pode ser finalmente organizada e fielmente codificada em tramas, grupos de responsabilidade inventariantes, maturidade em . . .

Interrupção

ferrou no sono pesado que vem depois de uma lauta refeição ao meio-dia e meia, hora certa segundo seus padrões para um bom almoço

A história da Vida de cada um sendo demolida ao ser descrita, categorizada, inserida num protocolo de identificação

À vida com seus remos . . .

Espaços de bifurcações

Cerzindo meandros

A volta do Neanderthal barbado

Horas passam pútridas. Literatura corrói estupefacta a Ordem avarenta da formalidade. Formol e idade. A era dos clã-mídeos (?) Astuto agricultor do facto Raso e rasgo A vertente mais salutar da Razão descobrir um poço imenso magnífico pedaço de chão coberto de lama profunda

Ser tão louco / ser tão doce

intervalo cheio de dádivas duvidosas numéricas maçã encefálica gelatinosa correntes elétricas enguia nos resvalos das elocubrações finitas da mente demente proliferação de inventivas dívidas kármicas suspensas em estado magma contraproducente pois ser tão louco e ser tão doce tem seu preço calar-se num miasma amniótico

Eu vivo para o criar

Eu-vivo

pêlo

tecer

Eu crio para azucrinar

Eu ouço (pleno) pelo poder

Eu suscito sangue tartar

Eu coaduno estrelas

dogma cão

lentilhas escorrendo

pelo vão tremeluzente da porteira iluminada

Assistir é abster-se momentaneamente da existência física e prática

Contornamos a biologia de nossos talentos glandulares para fruir um espaço que paira metaforicamente conjugado dentro de uma sala de estar diante da tela do aparelho receptor ; televisão, computador, telefone móvel (celular) uma forma de fuga doméstica

Detonante (estopim)

O trem que desacelera

Entre abismos e fachadas

suspiros de admiração

e o enfado da admoestação

vive um colírio para os meus olhos míopes perscrutar

no embalo da geometria

conciliatória de tuas doces baldeações ensimesmadas

o trem que desacelera

cólera sublime que inunda

os espaços e ouvidos atentos

Gestão do meu embrionário projeto de destacar-se além do simulacro de existência plena que eu me delimito a viver dever principalmente insatisfação plena por não ter coragem pra desmitificar todo processo.

Captação de Recursos Humanos

Me deram uma mesa, computador, saleta divisória, pensava nos tapumes que circundava uma obra-eu em construção nenhum pedido de desculpas a +

Por paradoxal que pareça

A ideia prima que é abster-se ninguém suporta a duras penas ser ignorado por completo dentro desses simulacros vitalícios da aprovação pública ou refutação arguta dos teus brilhantes afazeres domésticos que você chama de minha obra com orgulho empulhado de tantas demonstrações vis . . .

Pose para fotografia. Sad faces, duck faces. Seis tatuagens pelo corpo. Tá querendo o quê aqui? Silêncio que significa ausência ensurdecedora de palavras, de ânimo suficiente meu para contextualizar minha catatônica participação num aplicativo dessa estirpe. A boa notícia é que um simples banho quente pode mudar isso tudo. Ausência de quaisquer mundinhos psíquicos. Busca por equivalências em outros níveis abaixo da cintura. O que melhor há de fazer na horizontal.

A senhora elegância sendo grotesca. Eu romantizei uma dúzia de pessoas por semestre. Táctil presença factual dos girinos neurais que infernizam o arqueduto de minhas maçãs contrariadas. Em busca da melhor analogia saciada por eufemismos pseudo-surrealistas. Dada. A senhora elegância me dizendo que tava “com cara boa”. Não sabe comungar o humor prosaico fascista com seu potencial em arrasar com meu coraçãozinho de galinha.

Eu me atrasei cinco minutos. Ela me disse duas horas depois da conversa iniciada que eu pareço com um antigo professor dela de Biologia. Pra alguns você foi um erro, uma vírgula, reticências, quem sabe um parágrafo, babilônia de impressões feitas de muita realidade ou uma simples conversa cara a cara num café metido a besta (onde as coisas acontecem?) onde as plumas e salamaleques . . .

(en) arrasei em cinco minutos

não há ninguém perto de você

deturpar as estruturas de controle

ater-se ao eventual desgaste

do último rito praticado

autuar o protocolo do patriarcado

nonsense nonsense nonsense

Acontecimentos subcutâneos parece precisar perecer num raio X de autômatos sentimentos para de um deles decodificar a promissora substância reveladora

Palavras, frases longas, idílio da língua ídiche, sânscrito nú elevador sobe e desce rotineiramente

SMALL TALK COMPOUND

compreender as rachaduras de vícios caquéticos alquebrados espalhados pelo vázio contínuo de nosso olhar conjugado

nunca dizer nunca esquecer-se de si mesmo em nome de um outro autor de conformidades diuréticas

apresentar a impermanência como estado vigente

o paradoxo de chegar partir recompor-se diante dos estilhaços

de um espelho corpo inteiro

revelado relevado

alta definição

(auto ajuda

poetas bascos)

(fogo amigo)

escrever + como um vício menos como obrigatoriedade

anotações pontuadas pela ausência de meta goal keeper creeper

língua faceira gíria constante

Sabatina básica do meu pirar

impor

compor

trucidar

ausência

anuência

sismologia

alma penada vagando em busca de um raio X companhia

fantasia romanesca positivista

pairar acima do tempo e dos costumes é para poucos inebriáveis criarturar criar turras

turvar a linha do horizonte

com a misanscene de minhas palavras mesquinhas factuais

não se apreender ao surpreender-se

constantemente

corretivamente

Análise dos dedos

Anamnese

12 de julho de 2016

Terra Reversa

eu vejo as palavras plop brotarem

PONTO PRA VC

QUEM SOUBE DISCERNIR

PONTO PRA VC !!!

eu quero ser o serial killer

de tuas fadas madrinhas

ruminações e florzinhas

(linguagem vulgar adolescente)

eu volto pra você

a citadela itinerante

do meu carinho

não dá pra conciliar

guerra e paz no mesmo

vocabulário ardiloso

(de quem arma)

nunca fui habituê

de vários corpos

de vários copos

protocolo arrependido

garota retina carótida

(corrói e mutila)

minha via crúcis (de)

em dobrar as esquinas

do compromisso

factual

crível

incrível

não há retorno pra realidade

não há contorno para dar

conta dos gastos

estômagos com patas

estômagos com patas

  • Dedicada aos gatos

Ponto Pacífico

febre soturna comunga comigo delírios vãos

sobre ter um eixo de controle constante

Modalidade moderna de terapia

cantando causos de saci

amora e curupiras

causando espécie ao decompor as vagas ilhas de navegação

PSICONAVEGAÇÃO

à deriva em alto mar

autos de um processo paradoxal

numa noite eu resolvi parar de crer em assombração

ritalina coisa obscura

pairar em torno do lugar

VOLTAS

conheço o começo de uma crise com voltas irresolutas sinceramente

não me olhe como se eu tivesse acabado de fugir de um resquício

autor encomenda literatura

casa de repouso parar as máquinas de causar

impressões equivocadas

eu conheço o começo de novelas

eu conheço os sintomas : taquicardia

Amar é dar atenção aos coices precoces de um desatino irremediavelmente crônico

espaço periclitante com curvas acidentadas assim curtidas

moralmente baixas

amar talvez seja desarmar armadilhas

sabotagens mimeografadas por um rastro que salta aos olhos reviventes sem decoração

eu me indispus sorrateiramente com um coração catalisador de mágoas

qual é a moral ultrajante de um raciocínio cândido?

qual é o impasse da aldeia global da economia planetária dos dias de hoje?

eu me predispus a correr os riscos viciados de uma oligarquia de codinomes faustosos e projetos suicidas de mapear os autos de um prazer sofrível fugaz-limítrofe PATÉTICO

nenhum sentimento válido é atenuante para meus atos falhos, domesticados para desuso próprio

dar com as caras do pé no precipício de uma narrativa linear / sagacidade comedida voltamos ao território do real deserto lunar seja bem vindo oscilações caducas parâmetros de fermentos fermentação tórrida

meia dúzia de bandidos caricatos vão gritar seu nome em conluio com a desintegração dos valores > bombardeio > FANTÁSTICO!

logo depois de escrito perde o sentido

logus depois de vendido

perde A Razão

pra sempre parece ser tempo demais

para congelar as rusgas

para desanuviar as dúvidas

KÁRMICAS!

subalternas altercações

vitimizadas pelo mimimi da esquerda

Expert especializado no grotesco dessas almas errantes chamadas gênios da raça humana atestam radicalmente suas experiências desenhadas sofrem um bocado pelo aluguel das vistas alheias sem se sentirem mal com isso essa coisa de veracidade e de quem sofreu mais nessa onda de viver a própria vida

Autor recomenda casa de repouso

saturar os rivais com a minha empáfia

o fogo dançante da morte deduz uma violenta busca suicida por encontrar-se

ausente de espírito nas situações burlescas provocadas feito tatuagem de graça

Revolto mar de culpas

Artistas que menstruam cânticos da dúvida

litanias de madame autista SOB encomenda de um fogo cruzado

outrora longínquo e irremediável

não se trata de sentir falta de um passado remoto glorioso

estou mais pra Proust do que para nostalgia barata

embora admita uma saudade daquilo tudo que nunca cheguei a fomentar como memória

O simbolismo heráldico das tuas pretensões óbvias em se tornar um leão-de-chácara da Cultura Local

durante a longa ausência de novas paisagens, eu respiro a anuência corriqueira de transformar o cotidiano em novidade que se movimenta

o texto flui, as palavras sobram

o nome disso é recanto

Eu me relaciono por quais meios?

Os meios, tão cheios, tão desiguais

O cheiro, receio, tão natural

ainda ontem eu tava pensando em te comunicar o meu afastamento da Vida comunal

Semblante Horizonte

existentes falhas por todos os lados

diariamente eu me afasto da prenhe jugular da Vida que se aproxima amarfanhada querendo coisas querendo rupturas e Quedas . . .

  • Nos constructos criogenizados que eu matenho de você na memória você faz a palavra felino ardil do meu desejo de companhia agradável

continua

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