Assentamentos Curdos tem grande importância no combate ao Estado Islâmico
O fracasso recente em operações de ocupação de território pelo Estado Islâmico no noroeste Iraquiano apresentam um ponto de esperança na retomada de soberania na região.
As “Unidades de Defesa do povo Curdo” (YPG) em coalizão com as forças aéreas da OTAN realizaram a retomada de Liwa, região próxima a Raqqa, principal centro de atuação do Estado Islâmico na Síria. Possibilitando assim a ocupação do exército Sírios as estradas que levam até Palmira, um dos principais sítios arqueológicos do pais em controle do grupo ultrarradical sunita.
Esta atuação não se apresenta como fato isolado dentro do combate aos avanços do Estado Islâmico, as cidades independentes de Kobane e Rojava, também curdas foram libertas após um período de sete meses de domínio. Resultado de extensivo combate que teve protagonismo da resistência feminina curda.
Episódios envolvendo minorias étnicas e o Estado Islâmico são comuns já que para atingir seu objetivo, a construção de um califado como nação Islâmica soberana o grupo, considerado ultrarradical até mesmo entre outras organizações jihadistas, visa eliminar as diferenças étnicas e religiosas na região.
Entre as muitas vítimas do avanço do do grupo jihadista Estado Islâmico (IS, na sigla em inglês) no Oriente Médio está um grupo de 50 mil pessoas, membros da minoria yazidi. — BBC
Cercados em montanhas no norte do Iraque, os Yazidi foram deixados a própria sorte sem um canal direto de suprimentos no final de 2014. Sem um número de mortes estimado, a ação teve como objetivo o genocídio do povo Yazidi.
Combatido estruturalmente pelo exército Sírio e da força aérea norte americana o Estado Islâmico encontra maior parte de sua resistência dentro das cidades que recusam a serem dominadas, a maior parte delas, compostas por minorias étnicas, mostrando-se assim mais fortes e representativamente estruturadas do que o grupo formado por dissidentes dos exércitos Sírio e Iraquiano.