Legalização de Drogas: Problema econômico e moral

Por Marcos Fernandes G. da Silva, Pesquisador associado de políticas públicas (CEPESP/FGV), autor de Ética e Economia (segunda edição ampliada no prelo, GEN, 2017), professor de microeconomia e governo (FGV/EAESP e DireitoGV) e economista da Fundação Getulio Vargas

"Califórnia, Massachusetts e Nevada: estes três estados estadunidenses legalizaram a maconha para uso recreativo. Isto ocorreu nas eleições presidenciais de novembro 2016, quando estados colocaram, junto ao pleito majoritário, pautas locais diversas, o que, aliás, fortalece a democracia baseada na liberdade do pacto federativo (a Califórnia escolheu, os eleitores, por exemplo, permitir sexo sem camisinha em filmes pornográficos).

Tais eventos, interessantes, foram ofuscados pela vitória de Trump, que acabou por ocupar totalmente a agenda dos meios de comunicação e redes sociais. Porém, trata-se de mudança importante, que está a levar os EUA na direção da descriminalização, cedo ou tarde, em todo o território nacional.

O objetivo deste artigo é argumentar que, se você é contra a legalização da maconha — eu apoio a da cocaína também, mas reconheço que prudente é começar aos poucos com a “erva”, como se diz — você deve começar uma campanha para criminalizar o vinho, a cerveja e todos os destilados: adeus happy hour, ou pelo menos hora feliz ao jeito indonésio (escolha legitima, aliás, daquela sociedade)"

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