O TEMPO E O VENTO.

São quase 6 horas de um feriado e eu me pego pensando, há horas sobre a estrofe do Lenine, “Será que é tempo que lhe falta pra perceber? Será que temos esse tempo pra perder? E quem quer saber, a vida é tão rara”.

Um grande amigo me disse uma vez que temos várias vidas em uma, e eu penso que sim, ele está certo, mas será que devemos tê-las? Por qual motivo as temos? Somos obrigados a tê-las?

Podemos ser felizes em todas elas, fato. O tempo age para trazer saudade mas pode agir para trazer esquecimento também. 95% das pessoas não sabem quanto tempo têm de vida, quantos anos, meses e dias têm ou terão, mas e se soubessem, o que fariam? Com quem passariam esse tempo? Como viveriam a vida que lhe deram ou que “escolheram” ter?

Eu sei que eu passaria junto das pessoas que amo, sei que diria a elas todos os dias que as amo, sei que gostaria de ser feliz, de me senti completo, enfim, completo.

Não sei quanto tempo a vida me guardou para viver, sinceramente não quero saber, até porque isso me aterroriza, mas sei que quero estar junto com as pessoas que amo e sei, hoje mais do que nunca, que quero me sentir completo. Se vou conseguir, não sei. Só espero que o tempo, a vida, o universo me ajudem agora, porque ainda que não mereça pelo que já vivi, espero merecer pelo que me propus a viver, porque me propus a ter uma outra vida dentro da minha, e essa se resume a viver, a me ocupar de viver.

Eu sei, hoje, o que quero, claro como o dia mais claro que já tenha existido nesse mundo, ainda que saiba, também, que a vida é rara e ao mesmo tempo não para, e que, mesmo fingindo ter paciência tenho pressa, pressa de ser feliz. So, help me God.

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