Envelhecendo ou aprendendo mais

®David Lucca

Até o momento em que não se veja uma foto sua, ou se olhe atentamente no espelho, não vemos as rugas, os traços do tempo que vão se apoderando do nosso corpo, da nossa face e cada linha tem uma história, cada história um viés.

Hoje saí a tarde, por Cascais, meu porto atual, um lugar ímpar de beleza estonteante, onde se misturam pessoas de todo lugar, suas praias e vielas nos transportam para um passeio poético, que sempre que ando por estas ruas vejo algo novo.

Entre estas idas e vindas, hoje levei meu filho, que já chegou aos seus 15 anos de idade e ainda não tem linhas expressivas que determinem seu tempo. Nestes últimos meses eu comecei a sair com minha câmera, uma Mirrorless Fuji com uma lente fixa, que me coage a chegar próximo dos assuntos ou pessoas para fazer um registro, o que mudou minha rotina de observar as pessoas e coisas. Pois bem, resolvi dar a câmera para o David, e dei a ele pequenas orientações sobre composição, ele fez alguns poucos cliques, entre eles dois, que me chamaram muito atenção onde ele mostrou sua própria identidade. Isso enche qualquer pai de orgulho, quando editei as duas fotos, observei na primeira cujo detalhe em que ele fez na composição em um único shot, e lembro dele me dizer: “Pai, eu gosto de closes, de ângulos próximos, em que nada distrai e posso focar apenas naquele único assunto”, na minha mente houve aquele momento ímpar de orgulho e pensar como isso soa tão indescritível, como cristão, só quando eu tive meu filho que eu pude entender melhor esta relação de pai e filho, e muito mais pela história do meu (para quem não sabe fiz um video testemunhal há pouco mais de um ano vou deixar o link aqui
De como é se orgulhar e de ter aquela sensação incrível de ser pai e de ver que as linhas do tempo, que são impressas em nossa pele nos permitem deixar um legado e uma experiência que não tem preço.

Sou grato a Deus todos os dias por estar vivo, com saúde, por desfrutar de alegrias incontidas, de ter uma esposa incrível que ao fim deste mês chegamos aos 21 anos juntos, por ter vivido intensamente cada momento da minha vida sem arrependimentos e sei que muitos pela frente até que Deus me leve para o “infinito e além” e compartilhar nossas experiências são parte do que somos e do que podemos ser, para encorajar outros, para nos lembrar de onde viemos, onde chegamos e para onde vamos.

Até um tempo atrás eu confundia muito urgência com importância, eu li isso no post de uma amiga muito querida (Débora Otoni) retirei do seu texto alguns meses atrás, que completava com “Deus está por completo, toda hora, em todo lugar. E, por causa disso, a gente deve fazer tudo para Ele, Nele e por Ele.” E eu entendi que é muito importante eu ter tempo, de qualidade, com meu filho, minha esposa e principalmente com Deus.

Carpie Diem.

® David Lucca