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Capítulo 4: Digestão
Desculpem pela interrupção brutal, mas eu acabei tocando em um ponto que ainda é um pouco complicado para mim. E olha que eu nunca fui um cara fraco. Já fiz parte do exército por 3 anos, tive de atirar em algumas pessoas e tudo mais. Mas nada se compara ao que eu vi aquele dia.
Como tudo aconteceu? Como o contato com os alienígenas se procedeu. Eu já disse que foi uma grande farsa, certo? Pois é… Pensávamos todos que os seres do espaço teriam o mínimo de bondade e evolução em seus corações. Mas eles nem coração tinham! Tudo aquilo foi um grande teatro.
No dia marcado, uma bela nave pousou no meio do campo que os cidadãos haviam plantado grama e cortado-a milimetricamente para ficar uma maravilha nas fotos e filmagens. De lá, desceram uns seres magros, com aproximadamente 3 metros de altura e pele cinzenta e foram na direção do povo. Ali foi anunciado, sem perdão nem vaselina, que a cidade estava sendo retirada da nossa posse, pois forças maiores tinham interesse. Eles davam duas alternativas para os que lá estavam.
Ir embora sem lembrar do ocorrido, ou morrer dolorosamente.
Foi foda aquele desespero! Quem correu foi morto em um piscar de olhos. Era como se lâminas picassem os corpos inteiros. Tudo que sobrava era uma massa de carne e sangue largada no chão.
Os que ficaram e lutaram também não tiveram um destino melhor. Aqueles magrelos sabiam distribuir umas boas porradas… Porém o mais bizarro ainda está guardado. Eles não eram aliens! Eram pessoas normais, mas modificadas.
Eu vi isso acontecendo na minha frente. Como o grupo de “invasores” era pequeno, uma estranha luz começou a circular e outras pessoas ficaram iguais a eles, logo em seguida lutando com a população.
Você já deve ter ouvido aquela teoria de que nós fomos criados de mutação genética feita por extraterrestres, né? Hahahahaha! Eles nos montam com um ser mamífero, um punhado de terra e 30 segundos, cara. Seu DNA na mão dos luminosos é um livro com figuras para colorir.
É algo tão bizarro que até hoje não consigo entender. Mas nessa altura, eu já desisti de entender as coisas. Mais fácil aceitar apenas.
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