Um shipp

Ela é rock aos sábados, uma comidinha boa, um livro, uma lareira, dois gatos. Ela é calma e impaciência, pouca altura, sorriso frouxo; filmes do Tolkien.
Ele é indie na sexta, uma cervejinha, uns amigos, um cachorro. Ele é paciência e confiança, altura mediana, sorrisos diversos; filmes do Tarantino.
Ela é geminiana até o último fio de cabelo, míope; Ele é leonino que só, tem miopia também. Ela é o cafuné no fim de tarde, na caneca turquesa cheia de café. Ele o beijo, a vontade, caneca preta: café sem açúcar.
Eles são as músicas do Red Hot, um carteado à meia noite; vinho, os filmes repetidos, o bom dia de cada dia, boa noite de cada noite. São o carinho, os textões no aniversário. Eles são o que não foram com ninguém mais, o que jamais serão de novo.
O entrelaçar dos dedos, a respiração compassada, a preocupação, o cuidado, a confiança. Eles são a sinceridade de quem são, a soma de metades completas que se transbordam.
Eles são o melhor relacionamento que se poderia querer.

Eles são eles dois. Um pouco dela nele e dele nela. Vão se juntando, se unindo no amor que é se doar, trocar de casa, trocar de rumo. Aliás, se perder de vez.


Imagem em: “Soppy”