Salve a Seleção!

Escrevi esse texto no dia 13/06/2016 logo após a eliminação da Seleção Brasileira na Copa América Centenário. 
De lá para cá, Dunga foi demitido, Tite contratado, Seleção ganhou o ouro olímpico, entre outros. Ainda não refiz minha análise (tão pouco minha opinião), por um motivo óbvio: não assistimos ainda o Tite como comandante dessa nova Seleção.
Por enquanto, sigo dessa maneira. Pretendo, e espero, em breve, fazer uma análise mais positiva.

“É fato que tempos sombrios rondam o futebol brasileiro; desde 2011, não vejo uma boa partida como aquela entre Santos (Neymar) e Flamengo (Ronaldinho Gaúcho).
O futebol brasileiro perdeu o brilho por diversos motivos muito mais profundos do que apresentados e analisados até hoje. O futebol virou uma máquina de fazer dinheiro? Sim, mas isso não justifica as atitudes dos jogadores, treinadores e pessoas ligadas ao esporte. Em particular, o Brasil está rodeado por uma máfia que só pensa em enriquecer, mesmo que para isso, todas as atitudes sejam ilícitas.
Eu tenho estudado Gestão do Futebol, como a maioria das pessoas já deve estar sabendo, e lá fora também existe corrupção, também existe super salários, tomemos como exemplo o Cristiano Ronaldo ser o atleta mais bem pago, tornando-se o primeiro futebolista a ocupar o topo da lista, mas que mesmo assim, jogou a final da Liga dos Campeões machucado. “Ah Duda, mas imagina o quanto ele iria ganhar por isso?!” Não importa, ele jogou.
No entanto, não quero sair do foco, voltemos para as seleções com a cena mais marcante da Copa do Mundo de 2014, na minha opinião: James Rodriguez inconsolável por ser eliminado. A Colômbia talvez não chegasse na final, por várias limitações, mas o simples fato de ter acreditado e ter batalhado, fez com que o jogador ficasse chateado e decepcionado. Com isso, fica meu questionamento: qual jogador, honestamente, sofreu com o 7x1 da Alemanha?
Nós, os brasileiros, temos uma mania muito ruim (até prejudicial) de pensar a curto prazo. Perdeu uma Copa, um jogo, até mesmo um amistoso, troca-se o time, troca-se o treinador. Tanto se fala na Alemanha, mas nada do que foi dito, foi efetivamente executado.
Comparações já não cabem mais na discussão. Precisamos de atitudes porque jogadores, técnicos, comissão técnica, patrocínio, estrutura, nós temos. Comecemos por uma profissionalização dos dirigentes, uma estratégia acompanhada de um bom planejamento, paciência dos torcedores (uma virtude incrível) e por fim, aos jogadores, amor a seleção. Vocês têm que ter RESPEITO e ORGULHO por representar o país. Menos “a gente tentou, faz parte! ” e mais “Conseguimos!”
No fim, se não mudarmos, não me assustará as crianças de hoje apaixonadas por clubes, seleções e até mesmo, ídolos de outros países. Até porque, convenhamos, depois de tantos vexames, o prestígio da Seleção Brasileira sucumbiu-se, e espero que seja momentaneamente.”

Duda Seixas.

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